quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

"Sem eficiência não há petróleo"



Helge Lund, presidente do gigante norueguês Statoil, diz que só os mais inovadores sobreviverão e informa que o governo não se mete na estatal: "Se não der lucro, me mandam embora"

Malu Gaspar

Presidente da petrolífera Statoil, a maior estatal da Noruega e um dos gigantes mundiais do setor, Helge Lund, 50 anos, diz coisas que podem soar inacreditáveis para um brasileiro. Primeiro: garante que não sofre pressão alguma, nem do governo, nem do Parlamento, para fazer seu trabalho. Segundo: todas as decisões relativas à empresa são regidas pelas leis de mercado com o objetivo de alcançar resultados cada vez mais expressivos. "Os políticos de meu país acreditam que o melhor para todos é que a companhia seja eficiente e competitiva", afirma Lund, que assumiu o comando da Statoil em 2004. Desde então, ela se transformou, de um negócio eminentemente local, em uma multinaciona! com 30% da produção vinda do exterior. No Brasil, onde está sua operação mais importante fora da Noruega, explora áreas do pré-sal, em sociedade com a Petrobras. Lund vê grandes ineficiências que, na sua opinião, são um entrave à exploração dessa riqueza no país. Em sua passagem pelo Rio de Janeiro, ele deu a VEJA a seguinte entrevista.

A Noroega é citada como a grande fonte de inspiração para o novo modelo expioratório do pré-sal brasileiro. A comparação faz jus à realidade? Até certo ponto, sim. Os dois países compartilham da compreensão de que os recursos naturais devem se converter em riqueza permanente e possuem estatais que atuam como indutoras da indústria do petróleo. Mas uma diferença significativa nos distancia: a Statoil não tem direito automático sobre todas as áreas exploratórias, como a Petrobras, que recebe pelo menos 30% de cada bloco licitado. Na Noruega, temos de competir com gigantes multinacionais como Exxon, Shell, BP e Chevron. E também podemos decidir em quais licitações entrar. Isso é bom para a empresa, porque não nos obriga a assumir negócios que não nos interessam, e benéfico à economia do país. A lógica que nos rege não é a da reserva de mercado, mas a da busca da eficiência. Felizmente, há um razoável consenso entre os políticos noruegueses de que a competição é um valor inabalável.

Quais foram os efeitos da política de conteúdo local mínimo adotada na exploração do petróleo norueguês? Na primeira década, exigia-se das petroleiras a compra de até 60% dos equipamentos produzidos no país. Aos poucos, conforme essas empresas foram se expandindo e se tomando realmente competitivas, o porcentual foi caindo, caindo, até se extinguir de vez. O interessante é que os fornecedores locais continuaram a ser parceiros preferenciais das petroleiras de fora. Só que isso não ocorreu por questões de viés nacionalista,mas, sim, porque eles são hoje os melhores do mercado.

Então o senhor acha natural que o país pague mais caro pelos equipamentos do pré-sal em nome da criação de uma indústria local? A exigência do conteúdo nacional se tomou um tema central em todos os países onde a exploração de petróleo é fonte importante de riqueza, como a Rússia, de onde acabo de voltar, ou Angola, onde produzimos 190000 barris por dia. Não conheço ninguém que discorde da ideia de aproveitar a chance para consolidar uma indústria local. O grande debate hoje é justamente sobre como fazer isso com eficiência e competitividade. Do contrário, o esforço terá sido em vão.

Como fazer com que empresas que têm reserva de mercado busquem eficiência e se tomem competitivas? Um bom marco regulatório, que lhes imponha metas e estabeleça um prazo para o fim dos subsídios, já é um bom começo. Mas é preciso, antes de tudo, criar meios para que a busca pela competitividade se tome parte indissociável da cultura das companhias que recebem um empurrão do estado. É um processo lento, gradual, que depende ao mesmo tempo delas, das agências reguladoras e do próprio governo. Na Statoil, somos obrigados a pensar nisso todos os dias. Pagamos 78% de impostos sobre a atividade petrolífera. É impossível sobreviver e dar lucro aos acionistas sem ganhar eficiência e baixar custos. Os políticos nos deixam trabalhar guiados pelas leis de mercado por entender que, quanto mais crescemos, mais impostos pagamos.

A Statoil está preocupada com os altos custos de explorar petróleo no Brasil? Nós e todas as outras empresas. Na minha posição, tenho de observar atentamente os gargalos com os quais convivemos mundo afora. A indústria de óleo e gás está operando a plena capacidade. É esperado, portanto, que haja escassez de certos recursos. Minha maior preocupação diz respeito à falta de engenheiros - não apenas no Brasil, mas em âmbito global. É um problema que me aflige porque não tem solução imediata. Para se ter uma ideia, são necessários de oito a nove anos para formar um engenheiro realmente bom. O Brasil precisa de muitos deles, mas o pior entrave à atividade petrolífera brasileira ainda é a ineficiência.

Quais são as evidências disso? Há hoje no Brasil setores que funcionam de forma muito mais eficaz e sem desperdícios, como por exemplo a indústria automobilística. Mas na área do petróleo o Brasil tem ainda de avançar muito. A começar pela relação entre as petroleiras e sua enorme cadeia de fornecedores. Não é preciso nada de muito mirabolante aí. Uma boa iniciativa seria adotar padrões mais universais de operação, de máquinas a métodos que possam vir a ser replicados por toda a indústria, para ganhar escala e reduzir custos.

O senhor poderia dar um exemplo prático? Há dois anos, a Statoil tinha vários campos de tamanho médio relativamente próximos uns dos outros, mas cada um comprava suas próprias máquinas e contava com uma estrutura própria. Montamos então uma central única para adquirir vários equipamentos de uma vez só e criamos um time comum de engenharia e projetos para atuar em diversos campos ao mesmo tempo. Conseguimos assim baixar em 30% os custos e reduzir à metade o tempo entre o início da atividade exploratória e a produção propriamente dita. Há que pensar sobre que iniciativas se aplicariam melhor ao caso brasileiro, mas é esse o tipo de raciocínio que precisa ser adotado.

A Statoil não sofre interferência do governo e dos políticos? Não. O governo norueguês tem 65% das ações, mas apenas um único representante no comitê que nomeia os conselheiros. Em 2001, quando passamos a vender ações na bolsa, o estado norueguês assumiu publicamente o compromisso de nunca, sob hipótese alguma, tentar arbitrar os rumos da companhia. Minha obrigação é gerar valor para os acionistas. Se falhar, o governo me manda embora. Se não fosse assim, jamais teríamos conseguido quintuplicar a produção na área internacional na última década.

O senhor já teve motivos para temer uma intervenção do estado na condução dos negócios? Tive. Em 2007, decidimos fundir a Statoil com a divisão de óleo e gás de outra grande empresa norueguesa, a Norsk Hydro. No início, houve resistências, porque se imaginou que a fusão iria provocar demissões em massa. Mas, ao analisar o negócio como acionista, o governo entendeu que era estrategicamente importante e lógico, já que traria mais lucro, e acabou aprovando. Outro assunto que gerou muito debate foi a entrada da Statoil na exploração do petróleo das areias betuminoSas do Canadá, atividade que emite muito gás carbônico. Na ocasião, houve intensa polêmica e muitos políticos foram à imprensa dizer que queriam a Statoil fora do Canadá. Mas ninguém no governo nos pediu nada, porque respeitam o sistema de governança que eles próprios construíram.

A Statoil não precisa pedir autorização ao governo para aumentar o preço dos com· bustíveis? Claro que não. O preço dos combustíveis deve ser regulado pelo mercado global, não pelo governo. Vendemos nossos produtos no exterior e estamos bem cientes de que os valores no mercado interno devem refletir as cifras internacionais.

O senhor acha temerário que o governo brasileiro interfira no preço dos combustíveis? Não atuamos na área de combustíveis no Brasil. O que posso dizer é que, de modo geral, deve haver uma coerência entre os preços cobrados no mercado interno e no externo.

A indústria petrolífera opera em países onde há muita corrupção. Como a sua empresa lida com isso? Há poucos fatores que podem realmente ameaçar a sobre\ ivência de uma companhia como a Statoil. Um deles é um acidente de grandes proporções ou um desastre envolvendo vidas humanas. Outro é um escândalo como o que nos atingiu no início dos anos 2000. Esse é omotivo, aliás, por que estou aqui. Na época, houve uma denúncia de corrupção envolvendo funcionários nossos no Irã. O presidente do conselho, o CEO e o chefe de operações internacionais tiveram de sair. Ao assumir o cargo, eu me empenhei em tentar consolidar valores e construir um sistema de controle mais severo contra as más práticas. O principal está em um guia que contém as diretrizes da empresa e instruções bem precisas sobre como agir em cada caso. Em uma companhia com 20000 funcionários, não há como garantir que não vá acontecer outra vez. Mas acredito que adotar um regime de total intoletância com esse tipo de prática pode inibir a sua reprodução.

O que estabelece o guia anticorrupção da Statoil? Sabemos que não basta dizer ao funcionário que ele será demitido caso se envolva em algum esquema, porque as pessoas sempre podem nos enganar. Por isso, criamos regras que compelem cada empregado a levar questões embaraçosas a escalões superiores, para que sejam discutidas de forma clara e aberta. Analisamos cada caso individualmente. É comum nosso pessoal receber pedidos de pagamento para liberação de bagagem em aeroportos, por exemplo. Isso é terminantemente proibido. Mas pode acontecer de alguém do nosso staff correr risco em algum lugar e sua vida depender de uma propina. Nesse caso, se for uma questão de vida ou morte - e se a decisão for tomada por um conjunto de pessoas -, o pagamento poderá, sim, ser feito, mas a companhia terá de tratar o assunto com toda a transparência junto a seus investidores, explicando as razões. Dividindo o problema fica mais fácil chegar às decisões corretas. Se, ao contrário, o funcionário tiver de conduzir tudo sozinho, a probabilidade de erros só cresce.

Que lições a Statoil depreendeu até agora da convivência com a parceira Petrobras? A Petrobras deu um interessante exemplo de persistência no caso do présal. Meus funcionários me contaram que, muitos anos atrás, a Statoil foi chamada a participar, como sócia, de alguns dos blocos que a estatal brasileira hoje explora. Rejeitamos a proposta. O risco era alto demais. A Petrobras acabou ficando sozinha nessas áreas e abriu uma oportunidade única, daquelas que raramente aparecem. Alguns executivos da companhia até hoje querem nos beijar cada vez que nos veem, por causa de nossa desistência no passado. Eles apostaram no pré-sal quando ainda era uma fronteira muito incerta e agora estão sendo recompensados. Estou muito impressionado com o tamanho do desafio de extrair essa riqueza de lugares tão remotos. A logística envolvida na operação é complexa. Os campos estão muito distantes da costa. Transportar as máquinas e os suprimentos é difícil, chegar às profundezas do oceano, mais ainda. Mas é algo que já está ao alcance da indústria.

Do que depende o sucesso da empreitada? A única forma de dar conta da tarefa é investir em cérebros, tecnologia e inovação. Em outras palavras, o nome do jogo é eficiência. As grandes petrolíferas estão se transformando em organizações voltadas, de um lado, para ganhos de produtividade e, de outro, para a gerência de riscos. O pré-sal, assim como grande parte das novas fronteiras do petróleo, é uma espécie de laboratório desse futuro. A complexidade da aventura em busca do óleo negro se elevou exponencialmente. Isso não vale só para o pré-sal brasileiro, mas também para os poços de alta temperatura e pressão do Golfo do México ou para a extração de óleo do Ártico. Não há dúvida de que apenas os mais experientes, eficazes e capazes de inovar conseguirão prosperar.

Deixe um

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Sobreviventes podem ter pneumonia química tardia

Morte por asfixia em incêndios é rápida, diz especialista em queimados. Nos sobreviventes, danos pulmonares podem surgir até 72 horas após o incêndio
Fernanda Aranda , iG São Paulo |
A fumaça resultante dos incêndios é capaz de provocar morte rápida nas vítimas, pois intoxica o corpo humano em questão de segundos e acarreta falência dos órgãos antes mesmo dos efeitos da queimadura no corpo.
Nos sobreviventes, os danos respiratórios também são perigosos e, neste caso, podem aparecer tardiamente. Em até 72 horas, os sintomas da chamada “pneumonia química” precisam de cuidados intensivos e podem representar uma das principais demanda dos hospitais envolvidos no atendimento dos pacientes do incêndio de Santa Maria (Rio Grande do Sul).
As explicações são do médico Luiz Philipe Molina, responsável pelo atendimento de queimados do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.
“O monóxido de carbono (CO) é tóxico e é a principal substância resultante das queimadas. Em alta concentração no ambiente, ele é ainda mais perigoso. O CO tem enorme capacidade de se ligar à hemoglobina, a molécula do sangue que transporta o oxigênio ao organismo”, explica o médico

Pneumonia química ameaça sobreviventes, do incêndio na boate Kiss


Pneumonia química ameaça sobreviventes, do incêndio na boate Kiss

Publicado em 29.01.2013
Pneumonia química ameaça sobreviventes, do incêndio na boate Kiss
A tragédia em Santa Maria ainda pode levar a novas internações médicas. São pessoas que tragaram a fumaça do incêndio na boate e não desenvolveram imediatamente sintomas de intoxicação respiratória.
Especialistas explicam que a chamada pneumonia química pode se manifestar até três dias depois da inalação. No domingo, 24 pessoas suspeitas de estarem com o problema foram atendidas no pronto-socorro do município. Ontem, houve mais dois casos.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já havia alertado para o risco de casos assim no domingo à tarde. Tosse, falta de ar e até mesmo catarro frequente, que pode, ou não, estar acompanhado de restos de fuligem, caracterizam as reações do corpo ao desenvolvimento da moléstia, que, se não for tratada, pode levar à morte.
O cirurgião Luiz Philipe Molina, do Centro de Referência em Trauma do Hospital 9 de Julho, em São Paulo, compara a pneumonia química à formação de bolhas nas mãos após queimaduras em panelas ao fogo. "Nesses casos, a pele fica vermelha na hora. Um tempo depois, começam a surgir bolhas que, após uns dias, estouram. Nas mucosas respiratórias, o processo é parecido."
Segundo ele, os tecidos internos lesionados pelo contato com o ar quente do incêndio podem descamar. "As células que foram atingidas acabam sendo eliminadas, impedindo o bom funcionamento dos pulmões." Isso dificulta a transmissão de oxigênio dos alvéolos pulmonares para a corrente sanguínea. A descamação favorece infecções secundárias. Outro sintoma decorrente desse problema são dor de cabeça e tonturas.
A desidratação dos tecidos também pode ocorrer, segundo Ubiratan de Paula Santos, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e pneumologista do Instituto do Coração. "Deve-se notar que, nessas circunstâncias, a pessoa respira gases e material particulado em alta temperatura, o que provoca uma agressão térmica ao revestimento de traqueia, laringe e brônquios."
A estudante Ingrid Goldani, que estava na boate Kiss, começou a se sentir mal na tarde de domingo. Ela havia escapado do incêndio aparentemente ilesa, mas manifestou os sintomas horas depois. Acabou sendo transferida ontem de madrugada para um hospital de Porto Alegre.
Gravíssimos. A maioria dos internados por causa da tragédia tem intoxicação respiratória. E a perspectiva não é tranquilizadora. Há ainda 75 pacientes internados em estado grave, a maioria respirando por ventiladores mecânicos, em Unidades de Terapia Intensiva de hospitais de Santa Maria e Porto Alegre, segundo balanço divulgado no final da tarde pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha. "São pacientes em estado crítico, que correm risco de vida", admitiu.
Sobre o risco de pneumonia química, as autoridades recomendam que, diante de qualquer sintoma - como tosse ou falta de ar, por exemplo -, as pessoas que estavam na boate e inalaram fumaça tóxica procurem atendimento médico imediatamente

Um Estudo sobre Dr. House e Sherlock Holmes

Aqui vai um pequeno paralelo entre Sherlock Holmes e Dr. House!
DIVIRTAM-SE!!
"Sherlock Holmes é um detetive criado por Arthur Conan Doyle, morador da Londres da era vitoriana (Fim do século XIX) e que apareceu pela primeira vez no romance Um Estudo em Vermelho (A Study in Scarlet), publicado no Beeton’s Christmas Annual em 1887, fazendo um certo sucesso. Sua aventura posterior, o também romance O Signo dos Quatro, (originalmente The Sign of Six, e mudado a pedido da editora para The Sign of Four) foi quem alavancou o personagem de Doyle, de modo que esse conseguiu um contrato com o periódico londrino The Strand Magazine. A pedido do periódico, o ilustrador Sidney Paget criou a célebre imagem do detetive de lupa na mão, cachimbo à boca e com chápeu de orelha ao contrário (Embora o chapéu citado só apareça em dois dos vários contos de Holmes). O formato de publicação das histórias na Strand Magazine era o de conto, quase todos narrados pelo seu maior amigo, Dr. Watson, e sua primeira publicação foi O Escândalo na Boemia, em 1891, no qual Holmes ajuda o rei de uma região alemã a tentar reaver uma foto. Com as publicações de Sherlock Holmes, a Strand Magazine se tornou um fenômeno, e Holmes se tornou maior que seu criador.
Mas agora vamos falar do personagem em si. Sherlock Holmes reside na Baker Street, em Londres, no nº 221B. Durante um tempo, morou com o Dr. John H. Watson, até este se casar e só visitar o amigo ocasionalmente, ou quando um caso interessante está na pauta. Os casos estudados por Holmes vão desde investigações a pedido da alta nobreza, assassinatos, roubos e em grande parte das vezes, casos modestos para livrar algum pobre homem de um destino indigno. As técnicas nas quais Holmes se baseia são a dedução lógica e observação, mas claro, tudo isso somada a perícias em química, geologia e etc.
Holmes de Sidney Paget.
Embora Holmes não tenha sido o pioneiro nos detetives “dedutivos observativos” (Edgar Allan Poe já havia criado o investigador frânces Auguste Dupin e Charles Dickens criou o inspetor Bucket, por exemplo), certamente foi expoente do gênero, já que suas histórias se concentravam em focar as técnicas dedutivas aplicadas por Holmes no primeiro plano, ao contrário de outras histórias que se focavam na ação.
Sobre o Dr. House, o método que ele usa para chegar aos seus diagnósticos são a dedução lógica e a observação extrema, tal como uma imaginação fora de série. Aliás, todos os personagens que usam essas técnicas são derivados de Holmes. (Patrick Jane, do The Mentalist
, Monk, etc.)
Mas e aí? Qual a relação entre os dois personagens? Dr. House é uma recriação do próprio Sherlock Holmes, mas direcionado ao campo da medicina. A ele foram atribuídas algumas características peculiares, como uma personalidade sarcástica, persuasiva, narcisista e egocêntrica. Tô mentindo? Em que lugar do mundo você já imaginou que, para um médico, é mais importante se gabar de um diagnóstico correto do que salvar a vida do paciente? É isso que o House faz, ele salva vidas para alimentar o seu ego, ele não está nem aí para a vida dos pacientes. Continuemos.
Se o paciente morrer, ele não pode dizer “Soufoda!”
Será que alguém além de mim consegue enxergar uma semelhança no nome dos dois personagens? Tipo, Gregory parece com Sherlock, e House lembra Home, que lembra Holmes?
Vamos mais adiante. Qual o nome do melhor amigo de House? James Wilson. E do Sherlock? John Watson. Também não viram semelhança? Sherlock Holmes é viciado em cocaína, House em Vicodin (Poderoso anestésico). O apartamento dos dois é o nº 221B. O inimigo dos dois tem o mesmo sobrenome, Moriarty.
Mas também podemos conjecturar algumas diferenças drásticas entre os personagens. Holmes, por diversas vezes, abre mão de dinheiro para que um caso seja solucionado apenas para se fazer justiça. Holmes também não posa de tanta arrogância. 
Bom, depois de ler tudo isso, o melhor que todos nós temos a  fazer é: ou ler as histórias do maior detetive do mundo, ou então, assistir as proezas do médico mais "mala" do mundo."

Goiânia, 25 anos depois do acidente com Césio-137

quinta-feira, 13 de setembro de 2012 | By Profª Thaiza

Goiânia, 25 anos depois: 'Perguntam até se brilhamos', diz vítima

Odesson Alves Ferreira, 57 anos, teve um dedo amputado após o acidente
Foto: Mirelle Irene/Especial para Terra
O tempo não foi um aliado das vítimas do césio 137. Após 25 anos do maior acidente radioativo do Brasil, as pessoas que tiveram contato direto ou indireto com a cápsula contaminada ainda sofrem. Vivem marcadas pela expectativa sempre presente de desenvolver doenças decorrentes à exposição ou pelo estigma perante à sociedade, nunca superado. "A gente sofre preconceito até hoje. As pessoas sempre perguntam se o fato de se estar perto de nós, ou se ao nos tocar, não estaríamos contaminando elas, se não é perigoso. Ou até mesmo se é verdade que nós brilhamos à noite. Perguntas desse tipo", afirmou Odesson Alves Ferreira, 57 anos, presidente da Associação das Vítimas do Césio 137.
GO: 'Tive tudo para morrer', diz ex-repórter de TV que cobriu acidente
Novo acidente radioativo no Brasil é improvável, diz Cnen
GO: falta de remédios paralisa tratamento de vítimas da radiação
GO: vítimas da radiação serão monitoradas por até 100 anos
Por causa disso, quem foi exposto ao material ou teve contato com contaminados prefere não falar sobre o assunto. "Quando vão ao hospital, por exemplo, muitas, ao invés de contar suas histórias, se calam, porque têm medo de falar", disse o presidente da associação.
Odesson disse que teve cerca de 50 pessoas da sua família envolvidas direta ou indiretamente no acidente. Ele é irmão de Devair Ferreira, dono do ferro-velho onde a cápsula foi aberta. No ano do acidente, Devair perdeu a cunhada Maria Gabriela e a sobrinha Leide, filha de outro irmão, Ivo Ferreira. Todos em decorrência da contaminação radioativa. Ele próprio teve sequelas nas mãos, ao manusear fragmentos de césio durante uma visita à casa de Devair. Ficou três meses confinado com outras vítimas para tratamento. Teve um dedo amputado na mão direita e um outro dedo atrofiado na mão esquerda. Seus dois filhos, com 12 e 14 anos na época, também foram afetados pela radiação.
Caminhoneiro e motorista de ônibus aposentado aos 32 anos por causa das sequelas nas mãos, Odesson diz que o preconceito o impediu de voltar a trabalhar. "Quando voltei na empresa que trabalhava, para tentar ocupar outra função, o médico da empresa não quis nem pegar o documento do INSS que eu levava. Aí eu percebi que a coisa era grave", disse. Odesson lembra que, antes do acidente, era fã de filme de ficção científica. "Mas jamais achei que aconteceria comigo. E não foi ficção, foi uma dura realidade."
Problemas psicológicos
Odesson acredita que o acidente provocou um problema social por ter afetado psicologicamente as vítimas. Para ele, muitas delas, mesmo que não tenham falecido de doenças diretamente relacionadas à exposição ao césio, acabaram consumidas pela tragédia. "Nós não podemos fazer nexo causal, porque, infelizmente a ciência não nos garante isso. No atestado de óbito do Devair, por exemplo, consta como causa da morte cirrose hepática. Mas o que levou ele a beber quatro garrafas de cachaça por dia? Ele mesmo dizia que tinha provocado o acidente, se sentia culpado por aquilo. Ele se suicidou. Temos outras vítimas que tentaram suicídio, mais de duas vezes", relatou. Odesson lembrou também do outro irmão: "O Ivo morreu de efizema pulmonar, mas algo o levou a fumar seis maços de cigarro por dia. Ele se sentia culpado por levar fragmentos do césio e entregar para a filha", afirmou.
O presidente da associação disse que a dificuldade de comprovar mortes ou doenças em decorrência da contaminação agrava a situação das vítimas. Mas, para ele, não há como ignorar a herança do césio. "Um dos indícios é a ocorrência de cinco ou seis doenças ao mesmo pleito, ou desencadeamento de doenças precoces. Dentro do grupo tem gente que desenvolve osteosporose e pressão alta com 20 anos. Isso não é normal", apontou.
A associação que Odesson comanda foi criada em 13 de dezembro de 1987, por moradores da rua 57, onde a cápsula de césio 137 começou a ser desmontada. "O pessoal vinha e tirava mesas, cadeiras e outros móveis da casa deles e jogavam fora e eles não conseguiam ter acesso às autoridades para serem ressarcidas. A saída foi criar uma instituição para ter força jurídica", disse.
Hoje, a associação tem 1.194 inscritos, aceitos sob alguns critérios, como comprovação de que foi vítima direta ou indireta do acidente, ou ter morado em uma das localidades afetadas, ou, ainda, ser descendente de vítima direta. Mesmo sem ter sede própria, a associação provê assistência jurídica e outros serviços aos afetados. "Nosso maior desafio é garantir a assistência integral. Eu já nem luto por indenização, mas se a associação decidir, vamos lutar por isso também", destacou. Segundo ele, só os parentes das quatro pessoas que morreram comprovadamente por contaminação direta com o césio receberam indenização do Estado. "No caso do meu irmão Ivo, deu para ele comprar na época uma carroça e uma égua", disse. Nos cálculos da associação, 960 pessoas ainda tentam receber indenização nos últimos 25 anos. "Isso em um universo de 1.600 que foram afetadas direta ou indiretamente", contou.
Odesson, atualmente, dá palestras pelo Brasil sobre o acidente radiológico de Goiânia, mas acredita que há muito despreparo ainda sobre o tema. "O Brasil não está preparado para outro acidente, a Cnem (Comissão Nacional de Energia Nuclear) nunca fez outro treinamento e nem oficina para discutir o que foi feito em Goiânia. Muitos técnicos que atuaram na época já se aposentaram. Tudo está caindo no esquecimento", lamenta. Por fim, questionado de quem seria a culpa do acidente, Odesson culpa a negligência dos donos do IGR, a clínica onde a cápsula foi abandonada, a vigilância sanitária e o Cnem. "Quem foi o mais culpado eu não sei, mas eu condenaria os três."
Os detalhes da tragédia
No dia 13 de setembro de 1987, no Centro de Goiânia, dois catadores de lixo descobrem um aparelho de radioterapia abandonado. Com a intenção de vender o metal, a dupla leva até um ferro-velho localizado na rua 57 do Setor Aeroporto. O dono do estabelecimento, Devair Alves Ferreira, compra o material e, naquele noite, abre a cápsula e encontra um pó que emitia um brilho azul. Maravilhado com a coloração, ele leva para dentro de casa e mostra para a cunhada, Maria Gabriela Ferreira, e para o restante da família. Sem ter noção do que tinha nas mãos, ele passou dias mostrando para amigos, vizinhos e parentes, o seu achado. Alguns até levaram porções do pó para casa, como o seu irmão Ivo. Nesse meio tempo, Devair e sua família começam a apresentar os sintomas da radiação, como tonturas, náuseas e vômitos.
Alertada por vizinhos, a cunhada de Devair desconfiou que os problemas de saúde tinham origem na cápsula. De ônibus, ela levou o material até a Vigilância Sanitária. Os doentes, que já apresentavam queimaduras, eram tratados no Hospital de Doenças Tropicais. Somente no dia 29 de setembro foi constatado que o produto levado por Maria Gabriela era radioativo e se tratava do césio 137, uma substância que não existe na natureza e é resultado da queima do Urânio 235 dentro de um reator nuclear.
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen) foi acionada. O pânico se espalhou por Goiânia. A Cnen monitorou os níveis de radioatividade de mais de 110 mil pessoas, no Estádio Olímpico. Encontrou radiação em 271 delas, sendo que 120 tinham rastros em roupas.
No dia 1º de outubro daquele ano, 14 pessoas, em estado grave, foram levadas para o Hospital Marcílio Dias, no Rio de Janeiro. Poucas semanas depois, quatro delas morreram. A primeira foi Leide das Neves Ferreira, 6 anos, a sobrinha do dono do ferro-velho e que se tornou o maior símbolo da tragédia. No mesmo dia, Maria Gabriela Ferreira, 37 anos, perdia a vida também. Morreram ainda outros dois jovens, Israel Batista dos Santos, 22 anos, e Admilson Alves de Souza, 18 anos. Os quatro foram os únicos mortos segundo dados oficiais. A Associação das Vítimas do Césio 137, no entanto, aponta que nesses 25 anos 104 pessoas tenham morrido e cerca 1,6 mil tenham sido afetadas de forma direta.
Os responsáveis pela tragédia foram condenados por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar e cumpriram penas brandas. Em fevereiro de 1996, quase dez anos depois do acidente, os médicos Carlos Bezerril, Criseide Castro Dourado e Orlando Alves Teixeira e o físico hospitalar Flamarion Barbosa Goulart foram senteciados a três anos e dois meses de prisão em regime aberto. Os médicos e o físico tiveram que prestar serviços à comunidade.
A decisão foi do Tribunal Regional Federal de Brasília, que modificou as penas impostas pela Justiça de Goiânia. Em 1992, todos os envolvidos tinham recebido penas mais brandas, mas um recurso impetrado junto ao TRF alterou toda a situação.
Sócios na Clínica de Radiologia de Goiânia, Carlos, Criseide e Orlando foram considerados os principais responsáveis pelo acidente. Eles deixaram, na sede da clínica, uma bomba radioativa. Com a retirada de telhas, portas e janelas, o prédio ficou desprotegido e a bomba acabou chamando a atenção de catadores.
O ferro-velho e outras residências da região foram destruídas, assim como os pertences das famílias envolvidas, gerando toneladas de rejeitos radioativos. Um depósito foi construído em Abadia de Goiás, cidade ao lado de Goiânia. Em 1987, quando os rejeitos foram levados para lá, Abadia de Goiás ainda não era um município.

FONTE:
http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6150380-EI306,00-Goiania+anos+depois+Perguntam+ate+se+brilhamos+diz+vitima.html

Voluntários que ajudaram na descontaminação, cerca de 11 dias após a abertura da cápsula.
Transferência dos contaminados para o Hospital Naval Marcílio Dias, no Rio de Janeiro

Monitoração da cápsula do césio por agentes da vigilância sanitária.




Enterro de duas das vítimas

8 substâncias da ficção que facilitariam nossa vida

Hoje trago a vocês uma reportagem super interessante [do jeitinho que eu gosto!!!] da Revista Super Interessante! hehehee!!
Trata-se da coletânea de 8 substâncias do mundo fictício que seriam "uma mão na roda" para nós, no mundo real! [é claro que tudo tem suas implicações entre o bem e o mal..portanto, seriam "uma mão na roda" se utilizadas para fins corretos, ok?! E, é claro tmbém que aqui não estão todas as invenções da ficção, como eu disse no início é uma coletânea contendo 8 destas invenções, eu mesma senti falta da Criptonita, do Superman (apesar de já ter visto publicações sérias de sua existência real - óóóbvio que não com as atribuições dadas no gibi nem no cinema, mas SIM, ela existe!), senti falta também do Unobtênio, um metal usado em "O Núcleo - missão ao centro da Terra", para revestir a nave que os levará ao centro da Terra, e capaz de suportar altas temperaturas; e tantos [as] outros [as], não é mesmo?! Após ler a reportagem, me diga: Alguma outra substância fictícia que você se lembra e não está aqui?! Se sim, qual, onde aparece, e em que é utilizada?!
BOA LEITURA:
"Quando escritores decidem criar mundos e universos fictícios, eles pensam em personagens, países, planetas, continentes, culturas, línguas e por aí vai. Alguns vão além e também inventam elementos, minérios e outras substâncias que costumam ter um papel fundamental nas tramas. George R. R. Martin fez isso, assim como Tolkien, James Cameron, Gendy Tartakovsky e outros autores bem conhecidos dos fãs da cultura pop.
Como a maior parte dessas criações tem propriedades incríveis, é fácil ficar imaginando como seria a vida caso elas realmente existissem. Por isso, a SUPER separou algumas das mais cobiçadas substâncias fictícias e pensou como elas poderiam ser aplicadas a nossa realidade.
1. Aço Valiriano
O que é: um aço mágico. E isso porque, durante sua fabricação, são utilizados encantos. É usado em espadas por formar as lâminas mais finas, resistentes e afiadas do mundo.
Onde apareceu: nos livros de “As Crônicas de Gelo e Fogo” e na série “Game of Thrones”, as espadas de aço valiriano são relíquias que passam de pai para filho em vários clãs de Westeros. A “receita” para forjar a liga foi perdida há muito, por isso só as peças trazidas pelos Targaryen ainda existem.
Por que seria útil: lâminas e agulhas mais afiadas e finas poderiam ser aproveitadas na medicina, na culinária, na costura, no artesanato etc. Basicamente, o aço valiriano seria útil em quase todos os setores da indústria.
2. Vibranium
O que é: um metal que, diferente de todos os outros, absorve energia em vez de conduzir.
Onde apareceu: ficou famoso por ser um dos componentes do escudo do Capitão América, junto de ferro e de um elemento desconhecido. No universo da Marvel, é possível encontrar grandes reservas de vibranium no fictício país africano Wakanda, terra-natal do Pantera Negra.
Por que seria útil: um metal que absorve impactos e energia seria ideal para armaduras e carrocerias de carros, por exemplo. Um outro uso seria na construção civil: imagine estruturas que não sucumbem a terremotos.
3. Adamantium
O que é: a liga metálica mais resistente do mundo e que, uma vez resfriada, não pode ser fundida ou moldada. Existem vários tipos de adamantium, mas o original é formado por vibranium e aço.
Onde apareceu: quando o Dr. Myron McLain tentou recriar a liga metálica utilizada no escudo do Capitão América, acabou criando o adamantium, que ficou conhecido por revestir o esqueleto do Wolverine, além de suas garras. O Capitão também chegou a usar escudos feitos com essa liga, mas eles não agradaram.
Por que seria útil: um metal indestrutível é provavelmente uma das coisas mais cobiçadas da metalúrgia. Sua aplicação seria muito ampla. Poderia ser usado, por exemplo, na construção civil e nas indústrias aeronáutica, automobilística e naval. Imagina se o Titanic fosse de adamantium?
4. Elemento X
O que é: um produto químico misterioso, normalmente visto em forma líquida, que confere super-poderes a todos os seres vivos.
Onde apareceu: no desenho animado “As Meninas Superpoderosas”, o elemento X caiu por acidente na mistura do Professor Utônio. Junto de açúcar, tempero e tudo que há de bom, o ingrediente resultou em Lindinha, Docinho e Florzinha. Ele também é o responsável pela genialidade maligna do Macaco Louco.
Por que seria útil: um elemento que pode fazer pessoas voarem seria uma boa saída para solucionar o problema do tráfego. A super-força reduziria a necessidade de equipamentos na indústria pesada. Enfim, super-poderes são sempre bem-vindos.
5. Dilithium
O que é: um mineral cristalino que, submetido a campos magnéticos de alta frequência, regula as reações entre matéria e antimatéria. Essas reações produzem energia que e é utilizada em naves para ultrapassar a velocidade da luz.
Onde apareceu: em “Star Trek”, o dilithium está presente em naves espaciais, inclusive na Enterprise. A princípio, o mineral só poderia ser encontrado na natureza, mas na série “Jornada nas Estrelas: a Nova Geração”, já é possível sintetizar dilithium artificial. No entanto, a versão de laboratório é bem menos resistente. Existe um composto real chamado dilítio, mas os criadores da série não faziam ideia.
Por que seria útil: embora viajar além da velocidade da luz seja teoricamente impossível, o dilithium poderia ser usado na propulsão de naves mais modestas. A ideia é tão boa que cientistas já estão testando um composto de lítio que funciona igual ao mineral fictício.
6. Mithril
O que é: um metal extremamente valioso, mais resistente que o aço, mais leve que o alumínio e que nunca oxida.
Onde apareceu: o mithril aparece na trilogia “O Senhor dos Anéis” e  em “O Hobbit”, sendo um dos principais minérios explorados pelos anões. É utilizado na confecção de joias, armas e equipamentos na Terra Média, por ser muito resistente e leve. Frodo recebe uma malha feita de mithril  de seu tio Bilbo, que a havia encontrado na caverna do dragão Smaug.
Por que seria útil: um metal que é super resistente e leve seria bem-vindo na metalurgia e na indústria em geral. Também seria uma boa saída para equipamentos de proteção, como coletes à prova de balas.
7. Carbonita
O que é: uma liga metálica que usa carbono na sua composição e pode ser resfriada a baixíssimas temperaturas.
Onde apareceu: a carbonita é usada pelos capangas de Jabba, o Hutt, para congelar Han Solo em “Star Wars: O Império Contra-Ataca”. Quando Han foi congelado em carbonita, a ideia era testar se um humano sobreviveria ao processo. O piloto serviu de cobaia porque Darth Vader planejava congelar Luke Skywalker.
Por que seria útil: como Han sobreviveu ao congelamento sem nenhum dano, é fácil imaginar as aplicações da carbonita na medicina. Médicos poderiam congelar pacientes por anos até que descubram a cura de sua doença, por exemplo.
8. Unobtainium
O que é: um minério, que, em temperatura ambiente, se comporta como supercondutor e apresenta um magnetismo peculiar.
Onde apareceu: no filme “Avatar”, de James Cameron, o unobtainium é a solução para a crise energética na Terra, além de ser usado nos propulsores das naves espaciais (mais ou menos como o dilítio). A maior jazida do minério se encontra na lua de Pandora, onde vivem os Na’vi.
Por que seria útil: um supercondutor tem perda mínima de energia, o que seria ideal para conduzir eletricidade por grandes distâncias com menos prejuízo. Nesse ponto, o filme de Cameron é bem realista."
FONTE:http://quimilokos.blogspot.com.br/

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Bermann: “A energia hidrelétrica não é limpa, nem barata”

Entrevista: Celio Bermann
“A energia hidréletrica não é limpa, nem barata”
por Manuela Azenha
O professor de pós-graduação em Energia do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP desmistifica os benefícios de o Brasil aproveitar o potencial energético dos rios da região Amazônica: “Belo Monte representa simbolicamente a possibilidade de transformar todo o territorio amazônico em um grande conjunto de jazidas de megawatts”.
Célio Bermann foi assessor do Ministério de Minas e Energia durante os dois primeiros anos do governo Lula e se afastou em desacordo com o que considera desvirtuamento da política do governo para o setor. Crítico assíduo do planejamento energético brasileiro, Bermann não só rejeita a construção de usinas hidrelétricas como a de Belo Monte, mas propõe uma nova direção de desenvolvimento econômico para o país.
Qual é a importância econômica da Usina de Belo Monte para o Brasil?
Bermann: A importância da usina deve ser medida pela sua capacidade de produção de energia, pelo tempo que a energia produzida estará disponível para o consumo da sociedade e pelos problemas de ordem social e ambiental que essa usina representa, inclusive sob o ponto de vista de custos. A importância econômica da Usina de Belo Monte para o Brasil é negativa, porque ela vai custar muito. O governo fala em 19 bilhões de reais de investimento, mas as empresas envolvidas na obra, na fabricação dos equipamentos, dizem que a obra não sai por menos de 30 bilhões. Os problemas sociais e ambientais, muitos deles, não têm custo financeiro.  Mas imagine a perda do valor cultural do rio Xingu, que é sagrado para as populações indígenas. E esse tipo de raciocínio não está incorporado na decisão de construir um empreendimento. A obra é superdimensionada, porque a quantidade de água para tocar a usina na capacidade proposta, de 11 mil MW (Itaipu produz 14 mil MW, para se ter uma idéia do tamanho da usina), estará disponível apenas três meses ao ano. Na época de estiagem, por exemplo, em setembro e outubro, a usina não vai produzir mais do que 1 mil MW. Então por que investir numa obra com essa dimensão se o retorno econômico/financeiro é baixo? Não é a toa que o capital privado desistiu de participar da construção.
E por que então construí-la? Qual é o interesse do governo se não haverá esse retorno?
Bermann: Eu vejo a obra de Belo Monte como um projeto de longo prazo. É preciso levar em consideração que mais da metade do chamado potencial hidrelétrico, para construir hidrelétricas no Brasil, está localizado na região amazônica, onde há problemas de ordens social e ambiental. O fato de ter esse potencial para a construção de hidrelétricas faz com o governo aponte para essa direção irreversível: a de construir essas usinas, custe o que custar. Por que isso? O que chama atenção, como sempre, é a perspectiva do apagão, de se ter falta de energia. Ninguém quer ficar sem energia elétrica. Então essa forma de propagandear, de alardear que vai ter apagão, faz com que se aceite usinas com essas características. Não é particularmente o governo Lula, porque essa obra está sendo pensada há 30 anos.
O problema é que o governo Lula vai ficar na história como aquele governo que decretou o fim das populações indígenas e da cultura na região do Xingu. Para responder o por quê dessa obstinação do governo, é porque se conseguirem validar a construção da usina de Belo Monte, todas as outras usinas vão se validar também, principalmente no critério de impactos socio-ambientais. A Balbina (1) é conhecida como a pior concepção de hidrelétrica do mundo, porque ela está na planície amazônica, ocupa um reservatório enorme de mais de 2500 km2, para gerar 250 MW, sendo que a potência firme dela é de apenas 120 MW. Numa situação dessa, o critério lógico é abandonar o projeto. Isso não foi feito, na década de oitenta. De lá pra cá, aumentou o número de planos de hidrelétricas. Belo Monte representa simbolicamente a possibilidade de transformar todo o território amazônico em um grande conjunto de jazidas de megawatts. Embora frágil, com populações tradicionais que precisam ser respeitadas, populações indígenas que precisam ser consideradas, a perspectiva que Belo Monte aponta é de priorizar a geração de energia a partir das águas do rio Amazonas. E o resto? Bem, o resto é o resto.
O Brasil tem um papel de protagonismo internacional em geração de energia limpa. No caso das hidrelétricas, temos enormes reservas de água que podem ser vantajosas para o país. Não se deve aproveitar essas vantagens?
Bermann: O maior erro desta política energética que está sendo implementada é o fato dela se apoiar em inverdades. Uma delas é de que a energia hidrelétrica é limpa e barata. Ela não é. Estudos mostraram que Balbina, Tucuruí e Samuel, as três maiores hidrelétricas construídas na região amazônica até agora, emitem gases de efeito estufa mais ou na mesma proporção que usinas a carvão mineral. Isso pode parecer uma surpresa, mas nos primeiros dez anos de operação de uma usina da Amazônia, a matéria orgânica, a mata, ela apodrece porque a água a deixa encoberta permanentemente.  E o processo de apodrecimento é muito forte, acidifica a água e emite metano, que é um gás 21 vezes mais forte que o gás carbônico, principal gás do efeito estufa. Isso é conhecido pela ciência mas não é considerado porque não é de interesse de quem concebe essas usinas. O que interessa é a grande quantidade de dinheiro que vai ser repassado para as empresas construtoras de barragens, turbinas e geradores. O restante, o problema ambiental, as populações que serão expulsas, a cultura indígena que está sendo desconsiderada, isso não entra na conta.
Ainda não entendi porque construir essa usina se a energia é suja, cara e provoca todos esses impactos socioambientais. O Brasil precisa dessa energia ou não?
Bermann: Se o Brasil persistir nessa direção de desenvolvimento econômico, sim. Mas é isso o que precisa ser mudado. No Brasil, 30% da energia gerada é gasta por empresas que consomem muito: fábricas de aço e de alumínio, principalmente. Todas as empresas presentes na Amazônia, e que usam a energia de Tucuruí, são produtoras de alumínio, que é exportado. Então é essa lógica que está por trás disso. Fala-se em crescimento econômico mas a fabricação industrial é direcionada para essa produção e para a exportação.
Seguindo essa lógica, fatalmente o Brasil precisará de energia. O problema que precisa ser aberto para a população brasileira é se a gente quer um crescimento econômico com esse perfil. Ou se com a mesma energia disponível, não podemos produzir produtos que contenham mais tecnologia, mais mão de obra, que tenham maior valor agregado e aí sim, exportá-los. É o que o Japão faz. Na década de 80, todas as indústrias de alumínio foram fechadas. O Japão passou a importar o alumínio, transformá-lo em chips, para então vendê-los com um valor 20 vezes maior do que ele pagou pelo alumínio utilizado. É possível crescer economicamente gastando menos energia, se diversificarmos a nossa matriz energética para que ela não priorize a hidroeletricidade, como ela vem sendo priorizada hoje.
É falsa a idéia de que ela é mais barata do que as outras. Colocado na ponta do lápis, esse custo de 30 bilhões da usina de Belo Monte será financiado pelo BNDES, com o nosso dinheiro, porque as empresas privadas não quiseram entrar. O banco público vai bancar 80% dos investimentos e pagar empresas privadas para construir a usina. E a energia elétrica, muito provavelmente, vai servir para ampliar esse perfil industrial eletro-intensivo. Vai vir alguma coisa para o consumidor residencial brasileiro, mas poderíamos conseguir essa energia diversificando as fontes, não tendo essa idéia de privilegiar grandes blocos de consumo, como esse tipo de indústria faz. A gente tem, na economia brasileira, demonstrações de que existem setores que atendem ao requisito de menor consumo de energia, maior tecnologia e maior incorporação de mão de obra. Então por que não insistir nessa direção?

E quais são esses setores?

Bermann: Por exemplo, a fabricação de aviões. Dentro da pauta de exportação brasileira, é o que mais se sobressai, em termos de receita que advém da venda desses equipamentos. Não dá para persistir na idéia de um país da dimensão do Brasil, com as necessidades sociais que tem, como exportador de soja, de café, de açúcar, de etanol…Exportar aço, celulose, alumínio, é restringir a capacidade que o conhecimento brasileiro tem, a capacidade de trabalho que o país tem de consumir energia de uma forma mais inteligente, de uma forma que degrade menos a força de trabalho de sua gente e o meio ambiente.
Você acha que a sociedade brasileira está a par do que está acontecendo na Amazônia?
Bermann: É fundamental que a discussão das usinas hidrelétricas da Amazônia seja disseminada para que as idéias que hoje justificam essas obras possam passar pelo crivo da sociedade, e não apenas de especialistas, e aí eu me incluo, que mostram seu ponto de vista cientifico do por quê condenar o empreendimento dessas obras. O projeto brasileiro é de construir 28 usinas na região amazônica. Hoje tem quinze, mas de porte são Tucuruí, Balbina e Samuel. Desse conjunto que se pretende, mostra que 80% da capacidade de geração de energia elétrica prevista até 2020 vai vir de 28 usinas hidrelétricas da Amazônia.
E a questão permanece: a que custos sociais e ambientais? Vale a pena? A gente não vai conseguir substituir a necessidade de energia de uma indústria de alumínio com o vento, ou com energia solar. Mas ela consegue suprir de uma forma diversificada parte da necessidade de consumo da população, de atividades de indústria de ponta, ou de comércio e serviços. Não devemos permanecer nessa dependência de grandes usinas hidrelétricas que custam caro, estão numa distância muito grande do consumo e representam do ponto de vista socio- ambiental, pesados óbices para um país como o Brasil aumentar a renda, a geração de emprego e melhorar a qualidade de vida da população.
A renda no Brasil é absurdamente concentrada e os esforços recentes nessa direção ainda são pouco significativos frente à dimensão que hoje se estabelece. Metade da população ganha a mesma renda que 5% dos brasileiros. Isso mostra porque temos problemas de segurança, baixa escolaridade, baixa capacitação de mão de obra para se qualificar e se inserir no mercado de trabalho. É um conjunto de problemas que se verifica e que poderiam ser resolvidos a partir dessa redifinição do que se quer de um país e como a energia pode contribuir numa qualidade de vida mais elevada. O problema é que estamos muito longe dessa direção.

Quais são as alternativas de geração de energia?

Bermann: Para pequena escala serviria energia solar, dos ventos, dos resíduos agrícolas. A política energética atual tem incorporado essas alternativas de uma forma muito tímida, deveria ser multiplicada na sua escala. Alegam que essas energias alternativas são caras mas se a gente considera a hidroeletricidade com todos os problemas que eu apontei e com todos seus custos, elas passam a ser viáveis, e passam a potencialmente poder compor a cesta energética brasileira. Existe uma falsa questão na hidroeletricidade quando ela é comparada aos combustíveis fósseis e não tem uma vírgula sobre isso no projeto de Belo Monte.
Eu estranhei o espaço que a usina de Belo Monte tem tido na mídia, nunca vi a imprensa defender tanto o meio ambiente. Você acha que existe uma questão política por trás dessa discussão?
Bermann: Eu já estive muito próximo do governo Lula. Participei dos primeiros dois anos do governo como assessor de do Ministério de Minas e Energia. E me afastei por ver a direção que o governo Lula tomava e a sua forma de assegurar governabilidade, se aliando ao PMDB, particularmente à figura do senador Sarney. Isso implicou um redirecionamento político, inclusive nesse comportamento em relação às usinas hidrelétricas. Todo o staff hoje das empresas públicas elétricas é de homens do Sarney. Então a forma da oposição combater politicamente a obra de Belo Monte é em função do que é evidente, dos custos, dos problemas socio-ambientais, para com isso alimentar a crítica, mas que é de fundamento político, à obra. Eu nao vi ainda a oposição dizer que não construiria Belo Monte. Não vi o candidato de oposição se referir à usina de forma incisiva. Então eu vejo que o comportamento da mídia em relação à Belo Monte, que poderia resultar no envolvimento da sociedade com relação à usina e criar condições para que o governo revesse a decisão, foi usado muito na atitude de jogar pedra no telhado de vidro, quando eu suponho que seria o mesmo telhado se tivéssemos outro governo.

Um país subdesenvolvido pode ter um desenvolvimento sustentavel? Quer dizer, um país com tantas necessidades sociais quanto o Brasil pode pensar nesses termos a longo prazo?

Bermann: Deveria. Mas na construção de hidrelétricas, não se pensa no meio ambiente a longo prazo. Enquanto houver minérios na Amazônia, vamos aproveitar. Uma usina hidrelétrica dura até 100 anos. Nos EUA, quando as hidrelétricas já não funcionam mais, estão tentando recuperar a vida do rio, porque a vida do rio morre com a usina hidrelétrica. A água que corria agora fica parada, aumenta sua acidez, diminui o oxigênio, no lago começam a formar macrófitas (algas). São evidências de que a coisa não está indo no bom caminho se a gente pensa a longo prazo. A sociedade não está informada, não participa do processo decisório. Quem participa são essas pessoas que eu mencionei, com suas teias de interesse já definidas. O deputado que hoje está na frente de uma empresa de geração de energia elétrica pública, ele garante com esse tipo de articulação, caixas de campanha para a próxima eleição. Eles embolsam o dinheiro indiretamente, o que torna impossível de registrar, documentar e ser uma peça importante num processo judicial de apuração de responsabilidades.
O Delfim Netto escreveu coluna na revista CartaCapital argumentando em defesa da construção da usina de Belo Monte. Segundo ele, os não índios na região se beneficiariam com a criação de emprego e a movimentação da economia. Termina a coluna citando uma frase que um jornalista publicou no Estadão : “As questões ambientais ou indígenas são vistas pelos locais como argumentos de quem tem sobrevivência garantida. Não é o caso de boa parte dos 60 mil habitantes de Altamira”.
Bermann: A afirmação do Dep. Delfim Neto apenas confunde. A sobrevivência das populações tradicionais está e sempre esteve em permanente ameaça. A população urbana de Altamira tem vários problemas que não são enfrentados pelo município ou pelo estado. A ausência de políticas públicas acaba conduzindo a população carente a acreditar que a usina seria a redenção para a região. Como já havia sido, décadas atrás, a construção da Transamazônica.
(1) A Usina Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, começou a ser construída em 1973 no rio Uatamã e passou a funcionar em 1988.

http://www.viomundo.com.br/entrevistas/bermann-a-energia-hidreletrica-nao-e-limpa-nem-barata.html

Hidrelétricas são Fontes de Energia Limpa?



  Roberto Vámos - 25/06/2012 às 13:46

A indagação do título deste post parece a princípio sem sentido. É claro que a energia hidrelétrica é limpa e sustentável, não? O governo brasileiro acredita piamente nisso, tanto que planeja o futuro energético do Brasil através da construção de 70 grandes usinas hidrelétricas na Amazônia. Belo Monte, Jirau e Santo Antônio são apenas o começo.
Mas o pesquisador Phillip Fearnside, do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) pensa diferente. De acordo com ele, uma hidrelétrica construída nos trópicos pode emitir tantos gases causadores do efeito estufa quanto uma termelétrica a carvão de potência equivalente. Isto porque a vegetação submersa pela reservatório da hidrelétrica será uma fonte de emissão de CO2 e, principalmente, metano ao ser decomposto em condições anaeróbicas (ou seja, na ausência de oxigênio) nos fundos do reservatório.
Além do mais, durante seu funcionamento, o nível de água no reservatório de uma hidrelétrica oscila naturalmente, dando oportunidade a ciclos periódicos de crescimento de vegetação herbácea nas bordas dos lagos que então é inundada e apodrece, gerando uma emissão constante de metano mesmo após toda a vegetação originalmente inundada ter sido decomposta.
Tive a oportunidade de participar de uma mesa redonda com o Prof. Fearnside na segunda feira passada, e as conclusões dele desmentem por total o mito que usinas hidrelétricas são limpas. Sim, a longuíssimo prazo – num horizonte de 50 a 100 anos – a quantidade de gases do efeito estufa emitida por uma usina hidrelétrica será menor que à de uma termelétrica à carvão. Mas no curto prazo – que é o que conta – não.
E estamos falando aqui apenas do impacto de uma represa na atmosfera, sem considerarmos os impactos sobre a biodiversidade e os impactos sobre ribeirinhos e comunidades inteiras que perderão seus lares e seu modo de vida.
Com o avanço da energia eólica no país e a perspectiva real de energia solar distribuída e barata causada pela grande queda de preços nos últimos anos de painéis fotovoltaicos devido à entrada em peso da China no mercado mundial de energia solar, percebe-se que a opção brasileira por energia hidrelétrica oriunda da Amazônia precisa ser rapidamente repensada.
Infelizmente, até agora o Ministério de Minas e Energia e a Empresa de Planejamento Energético (EPE) não têm ouvido a ciência e a sociedade.

http://planetasustentavel.abril.com.br/blog/de-olho-no-clima/2012/06/25/hidreletricas-sao-fontes-de-energia-limpa/

Quais são os tipos de energia limpa existentes?

Ilustração Pedro Handam

respostas

Quais são os tipos de energia limpa existentes?

São cinco os principais tipos de energia limpa – aquela que não libera (ou libera poucos) gases ou resíduos que contribuem para o aquecimento global, em sua produção ou consumo

-  A  A  +
*Débora Didonê, Leandro Sarmatz, Priscilla Santos e Yuri Vasconcelos 
Saiba, a seguir, um pouco mais sobre essas fontes energéticas:

SOLAR A energia luminosa do sol é transformada em eletricidade por um dispositivo eletrônico, a célula fotovoltaica. Já as placas solares usam o calor do sol para aquecer água. Maiores produtores: Japão e EUA.
PRÓS: fonte inesgotável de energia; equipamentos de baixa manutencão; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.
CONTRAS: producão interrompida à noite e diminuída em dias de chuva, neve ou em locais com poucas horas de sol.

• EÓLICA O vento gira as pás de um gigantesco catavento, que aciona um gerador, produzindo corrente elétrica. Maiores produtores: Alemanha, Espanha e EUA.
PRÓS: fonte inesgotavel de energia; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.
CONTRAS: poluicão visual (um parque eólico pode ter centenas de cataventos) e, às vezes, sonora (alguns cataventos são muito barulhentos); morte de pássaros (que, muitas vezes, se chocam com as pás dos cataventos).

• DAS MARÉS
As águas do mar movimentam uma tur bina que aciona um gerador de eletricidade, num processo similar ao da energia eólica. Não existe tecnologia para exploracão comercial. Franca, Inglaterra e Japão são os pioneiros na producão.
PRÓS: fonte de energia abundante capaz de abastecer milhares de cidades costeiras.
CONTRAS: a diferenca de nível das mares ao longo do dia deve ser de ao menos 5 metros; producão irregular devido ao ciclo da maré, que dura 12h30.

• BIOGÁS Transformacão de excrementos animais e lixo orgânico, como restos de alimentos, em uma mistura gasosa, que substitui o gás de cozinha, derivado do petróleo. A matéria-prima é fermentada por bactérias num biodigestor, liberando gás e adubo.
PRÓS: substitui diretamente o petróleo; dá um fim ecológico ao lixo orgânico; gera fertilizante; os produtores rurais podem produzir e até vender o gás, em vez de pagar por ele.
CONTRA: o gás é difícil de ser armazenado.

•BIOCOMBUSTÍVEIS
Geracão de etanol e biodiesel para veículos automotores a partir de produtos agrícolas (como semente de ma mona e cana-de-acúcar) e cascas, galhos e folhas de árvores,que sofrem processos físico-químicos. O Brasil está entre os maiores produtores mundiais.
PRÓS: substitui diretamente o petróleo; os vegetais usados na fabricacão absorvem CO2 em sua fase de crescimento.
CONTRA: producão da matéria-prima ocupa terras destinadas a plantio de alimentos.

Fontes: Mauro Passos, presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina, Leda Lorenzo Montero, ecologista, e Ricardo Dutra, engenheiro do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel)
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/energia/conteudo_448632.shtml

terça-feira, 14 de agosto de 2012



Dia Nacional de Combate ao Fumo


De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de um quinto da população mundial é viciada em cigarro. Um terço é tabagista passivo – aquele que inala a fumaça em ambientes em que outros fumam, estando sujeito a desenvolver as mesmas doenças. Considerada a principal causa de morte evitável no mundo, o tabagismo leva a óbito, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 4,9 milhões de pessoas anualmente no planeta. Aliás, cerca de 10 mil indivíduos morrem por dia todos os anos em consequência de doenças relacionadas ao tabaco. E a previsão não é animadora: esse número pode chegar a 10 milhões ao ano em 2030.



29 de Agosto - Dia Nacional de Combate ao Fumo
O INCA comemora todos os anos, em 29 de agosto, o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A Lei Federal nº 7.488 de 11 de junho de 1986 estabelece que, durante a semana que antecede a data, seja lançada uma campanha de âmbito nacional, visando alertar a população, em particular os adolescentes e adultos jovens - alvos preferidos da indústria do tabaco - sobre os males causados pelo fumo à saúde. Neste ano, o tema da campanha será "Esporte livre do tabaco é mais radical".

Premiação
Anualmente são homenageados pelo Ministério da Saúde, no Dia Nacional de Combate ao Fumo, os Estados, Municípios, Ambientes de Trabalho, Unidades de Saúde e Escolas que mais se destacaram no desenvolvimento de ações de controle do tabagismo no Brasil.

Essa premiação é realizada como reconhecimento às ações do Programa Nacional de Controle do Tabagismo e outros Fatores de Risco.

Clique aqui para conhecer os nomes dos premiados e as ações que cada um desenvolveu.

No Dia Nacional de Combate ao Fumo (29 de agosto de 2006), o Instituto Nacional de Câncer, INCA, órgão do Ministério da Saúde responsável pela política de controle do câncer no País, aproveita para fazer um alerta: cigarro faz mal até para quem não fuma. As crianças são um dos grupos mais atingidos. Elas correm, por exemplo, um risco cinco vezes maior de sofrerem morte súbita sem razão específica. O tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo, superada apenas pelo tabagismo ativo e o consumo excessivo de álcool.

“Se os adultos soubessem o que sofrem as crianças expostas à fumaça do cigarro, nunca mais fumariam perto delas”, observa Luiz Antonio Santini, diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer. Quando a mãe fuma depois que o bebê nasce, este sofre imediatamente os efeitos do cigarro. Segundo Santini, durante o aleitamento, a criança recebe nicotina através do leite materno. “Ela fica intoxicada com a nicotina, podendo apresentar agitação, vômitos, diarréia e taquicardia, principalmente em mães fumantes de 20 ou mais cigarros por dia”, avisa.

Em recém-nascidos, filhos de mães fumantes de 40 a 60 cigarros por dia, observaram-se resultados mais graves como palidez, cianose (coloração azulada da pele e membranas mucosas devido à falta de oxigenação no sangue), taquicardia e crises de parada respiratória, logo após a mamada. Em crianças de zero a um ano de idade, que vivem com fumantes, há uma maior prevalência de problemas respiratórios em relação àquelas cujos familiares não fumam. Além disso, quanto maior o número de fumantes no domicílio, maior o percentual de infecções respiratórias, chegando a 50% nas crianças que vivem com mais de dois fumantes em casa.

Estudos também mostram que crianças com sete anos de idade, nascidas de mães que fumaram 10 ou mais cigarros por dia durante a gestação, apresentam atraso no aprendizado quando comparadas a outras crianças: “elas são mais lentas para desenvolverem suas habilidades. Nota-se um atraso de quatro meses para a leitura e cinco, para a matemática, por exemplo”, explica Tânia Cavalcante, chefe da Divisão de Controle do Tabagismo da Coordenação de Prevenção e Vigilância do INCA.

A fumaça aspirada pelo não-fumante apresenta níveis oito vezes maiores de monóxido de carbono, o triplo de nicotina, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas que a fumaça tragada. A fumaça que sai da ponta do cigarro contém, em média, três vezes mais nicotina e monóxido de carbono, e até cinqüenta vezes mais substâncias cancerígenas do que a fumaça que entra pela boca do fumante depois de passar pelo filtro do cigarro.

Pesquisas nacionais e internacionais indicam que os fumantes passivos têm um risco 23% maior de desenvolver doença cardiovascular e 30% mais chances de ter câncer de pulmão. Crianças expostas à fumaça do tabaco podem desenvolver doença cardiovascular, quando adultas, infecções respiratórias e asma brônquica. Os filhos de gestantes que fumam apresentam o dobro de chances de nascer com baixo peso e 70% de possibilidades de sofrer um aborto espontâneo; 30% podem morrer ao nascer.

Fumaça Tabagística Ambiental
Os dois componentes principais da poluição tabagística ambiental (PTA) são a fumaça inalada pelo fumante, chamada de corrente primária, e a fumaça que sai da ponta do cigarro, a corrente secundária. Esta última é o principal componente da PTA, formada em 96% do tempo total da queima dos derivados do tabaco.

Algumas substâncias, como nicotina, monóxido de carbono, amônia, benzeno, nitrosaminas e outros carcinógenos podem ser encontrados em quantidades mais elevadas na corrente secundária. Isto porque não são filtrados e também devido ao fato de que os cigarros queimam em baixa temperatura, tornando a combustão das substâncias incompleta.

Análise feita pelo INCA, em 1996, com cinco marcas de cigarros comercializados no Brasil, verificou-se níveis duas vezes maiores de alcatrão, 4,5 vezes maiores de nicotina e 3,7 vezes maiores de monóxido de carbono na fumaça que sai da ponta do cigarro em relação à fumaça exalada pelo fumante.

Os níveis de amônia na corrente secundária chegaram a ser 791 vezes superiores que na corrente primária. A amônia alcaliniza a fumaça do cigarro, contribuindo para a maior absorção de nicotina pelos fumantes, e aumentando a dependência da droga. Este também é o principal componente irritante da fumaça do tabaco.

Materiais da Campanha de 2005
Informações para a imprensa
Instituto Nacional de Câncer
Divisão de Comunicação Social
21 2506-6103/6108/6099/6607


Somente na fumaça do tabaco, encontram-se mais de 4.700 substâncias conhecidas e danosas ao organismo, entre eles, o monóxido de carbono, que interfere no trânsito do oxigênio até os tecidos, o óxido de nitrogênio, responsável pelo enfisema pulmonar, e a nicotina, que tem ação estimulante e responde pela dependência química, além de metais pesados. Os componentes são oxidantes e, na inalação, potencializam a aterosclerose nos vasos sangüíneos.

A cada ano, morrem cinco milhões de pessoas por doenças relacionadas ao tabaco, sendo três milhões nos países desenvolvidos e o restante, nos países em desenvolvimento, como o Brasil. Segundo as estimativas da OMS para 2025, caso não exista um programa efetivo que diminua bruscamente o consumo, haverá um aumento de mortes: serão 11 milhões por ano.
“Para quem deseja parar de fumar, sem ajuda profissional, a chance de conseguir após um ano de tentativas é de apenas 5%. Mas com o apoio de uma equipe especializada, o índice fica entre 50% e 70%”, explica o pneumologista Sérgio Ricardo Santos, coordenador do Núcleo de Apoio à Prevenção e Cessação do Tabagismo (PrevFumo) da disciplina de pneumologia da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Ele diz ainda que medicamentos empregados em ação conjunta somam benefícios e são eficazes no tratamento. Terapias de reposição de nicotina, Vareniclina, Bupropiona e Nortriptilina são os mais usuais. Porém, só uma consulta ao especialista pode indicar qual o caminho ideal para cada caso.

Doença X fator de risco?

O tabaco é o maior causador isolado de câncer, além de ser responsável por 30% das mortes por neoplasias. O risco de desenvolver algum tipo de doença cancerígena é de 4 a 15 vezes superior no fumante do que nas pessoas que nunca fumaram.

“É preciso encarar o tabaco como uma doença crônica, conversando e orientando o paciente quanto ao tratamento para sua interrupção”, afirma a médica Maria Vera Cruz de Oliveira, chefe do Ambulatório de Tabagismo do Hospital do Servidor Público Estadual. Visto como patologia grave, e não apenas como fator de risco para outros males, além da iniciativa do tabagista em abandonar o vício, em situações de alto grau de dependência, é preciso acompanhamento médico e intervenção terapêutica. O apoio de colegas e familiares também é imprescindível para incentivar a cessação do fumo.

“Não se pode associar o tabagismo apenas como co-morbidade, e sim uma doença que é tão ou mais difícil de ser controlada quanto o diabetes, por exemplo”, salienta o pneumologista Rafael Stelmach, presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT).

Nas doenças cardiovasculares, 25% das mortes relacionadas a essas enfermidades se devem ao tabagismo. Já nas patologias respiratórias, 85% dos portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) são fumantes.

Quem convive com fumantes, está mais suscetível a desenvolver otites, sinusites, amidalites e pneumonias, prejudicando a função pulmonar. O tabagismo passivo acarreta irritação nos olhos, tosse, cefaléia e a piora de problemas alérgicos e cardíacos. Em crianças, existe o perigo de desencadear asma, infecções respiratórias e no ouvido.

“Não existem formas de diminuir os danos causados pelo cigarro, a menos que o individuo pare completamente de fumar”, pontifica Maria Vera.

Medidas que fazem a diferença

Os especialistas sugerem algumas medidas que, se empregadas continuamente, podem ser muito úteis na luta contra o tabagismo:

•Ambiente livre de tabaco é uma boa forma de proteger o fumante passivo da exposição.
•Educar a população para controlar a alta prevalência e os seus malefícios é uma medida fundamental a médio e longo prazo.
•Esclarecimento freqüente na mídia, importante órgão de disseminação de informações e formador de opinião.
•Disseminar nas Unidades Públicas de Saúde programas de educação e conscientização sobre os malefícios do cigarro.

O cigarro é a principal causa de doenças como pneumonia, asma, câncer de pulmão, de boca e uma série de outras relacionadas, que atingem não só o fumante ativo, mas também o fumante passivo, informa o presidente da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia (SPPT), Dr. José Eduardo Delfini Cançado.

“Para o organismo independe da onde vem a fumaça inalada. O fumante passivo, portanto, pode desenvolver doenças como se fosse um fumante ativo, mesmo sem ter acendido um único cigarro na vida”, acrescenta o pneumologista Sérgio Ricardo dos Santos, coordenador da Comissão de Tabagismo da SPPT.

O risco está diretamente relacionado à carga de exposição a que o fumante passivo se submete. O tempo de exposição à fumaça, o tamanho do ambiente, e a quantidade de fumaça inalada são os três principais fatores que podem complicar a vida do fumante passivo.

Dr. Sérgio esclarece que através do balanço dessas variáveis é que se pode salientar o risco da exposição do não-fumante e sua probabilidade de desenvolver doenças como o câncer de pulmão, que é cientificamente comprovada uma das doenças relacionadas ao cigarro, atingindo o fumante passivo.

Benefícios da nova lei

Evidências científicas mostram que o fumante passivo, e principalmente aqueles que trabalham como garçons, recepcionistas, cozinheiros de restaurantes, bartenders de boate, garçonetes, ou seja, todos os diretamente ligados à indústria do entretenimento, seja em hotéis, bares, restaurantes, boates, etc, inalam passivamente grande quantidade de fumaça do cigarro e todas as substâncias tóxicas nela encontradas.

Estudos mostram que esses indivíduos estão geralmente de oito a 12 horas ao lado do fumante e, assim, permanecem expostos este tempo todo à fumaça do cigarro.

“Alguns desses trabalhadores inalam o equivalente de 7 a 10 cigarros por turno de trabalho”, adverte o dr. Sérgio.

Outro elemento importante é que esses trabalhadores adoecem mais do que aqueles que estão expostos a ambientes livres de tabaco. O número de afastamento e de diagnósticos de doenças, por causa da exposição à fumaça do cigarro, também é maior nos trabalhadores de ambientes fechados em que ainda se fuma.

A nova lei antifumo, que entrou em vigor no Estado de São Paulo no início de agosto, acaba com fumódromos e restringe o fumo em locais fechados.

“Aí está o principal objetivo da nova lei: proteger o fumante passivo. A partir do momento que esses ambientes são respeitados e é proibido fumar, todas as pessoas passam a respeitar a escolha do não-fumante”.

Dr. Sérgio ainda ressalta que é direito de qualquer cidadão estar em um ambiente que não lhe traga riscos à saúde, 100% livre de fumaça. O responsável por garantir isso é o proprietário ou gerente do local, que deve respeitar plenamente a lei do consumidor.

A Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, vale registrar, acredita que economizará cerca de 90 milhões de reais por ano com a redução das internações dos fumantes passivos com doenças relacionadas ao tabaco.

“Não podemos penalizar quem é dependente da nicotina, esse indivíduo deve ser tratado, orientado, conscientizado e apoiado para deixar de fumar. Já o proprietário do estabelecimento tem a obrigação de fazer cumprir a lei. A maior necessidade é fazer as pessoas se conscientizarem que nessa nova lei o fiscalizador é o próprio cidadão”, ressalta o coordenador da Comissão de Tabagismo da SPPT.

Assessoria de Imprensa
Acontece Comunicação e Notícias
(11) 3873.6083 / 3871.2331
Laísa Camargo ou Monica Kulcsar
acontececom3@uol.com.br