sábado, 7 de abril de 2012

Estequiometria




  1. Conceito
  2. Relação entre massas
  3. Relação entre massas e moléculas
  4. Relação entre volumes
  5. Relação entre massa e volume
  6. Relações envolvendo uma sequência de reações
  7. Relações envolvendo quantidade em excesso de um dos reagentes
  8. Relações envolvendo reagentes com impurezas
  9. Relações envolvendo rendimento de reações

Estequiometria é o estudo que permite o cálculo das relações quantitativas nas reações químicas.
Considere uma reação química onde os compostos A e B reagem entre si produzindo os compostos C e D.
Equilibrada a equação teremos:
aA + bB ® cC + dD
O cálculo de quantidades desconhecidas de reagentes ou produtos é realizado estabelecendo-se a proporcionalidade com os coeficientes a, b, c e d.

Exemplo:
Considere a reação:



Al2O3
+ 3 H2SO4  ® Al2(SO4)3 
+
3 H2O

1 mol 
3 mols  1 mol  3 mols
102g 294g 342g 54g

Algumas perguntas:
1) Qual é a quantidade de ácido sulfúrico necessária para produzir 500g de sulfato de alumínio?

Al2O3 + 3 H2SO4 ® Al2(SO4)3 
+
3 H2O
1 mol  3 mols  1 mol  3 mols


294g 342g



xg 500g


342.x = 500.294 ® x = 429,8 g
2) Quantos mols de óxido de alumínio são necessários para reagir com 200 g de ácido sulfúrico?


Al2O3 +
3 H2SO4

®
Al2(SO4)3  + 3 H2O
1 mol  3 mols  1 mol  3 mols
1 mol  294g



x mols 200g




294.x = 200.1 ® x = 0,68 mols

Exemplo:
Considere a reação:


Al2O3 + 3 H2SO4 ® Al2(SO4)3 
+
3 H2O
1 mol  3 mols  1 mol  3 mols
102g 294g 342g 54g
1 A 3 A 1 A 3 A

Onde A é o Número de Avogadro  A = 6,02 x 10 23 moléculas
Algumas perguntas:
1) Quantas moléculas de ácido sulfúrico são necessárias para produzir 400g de sulfato de alumínio?


Al2O3 + 3 H2SO4 ®
Al2(SO4)3 

+
3 H2O
1 mol  3 mols  1 mol  3 mols


3 A 342g



400g


342.x = 3A.400 ® x = 3,5A ® x = 2,1.1024 moléculas
2) Quantas moléculas de óxido de alumínio são necessárias para reagir com 100 g de ácido sulfúrico?


Al2O3 +
3 H2SO4
® Al2(SO4)3  + 3 H2O
1 mol  3 mols  1 mol  3 mols
1 A 294g



x 100g




294.x = 1A.100 ® x = 0,34A ® x = 2.1023 moléculas.

Exemplo:
Considere a reação:



3 H2
+ N2 ®  2 NH3

3 mols
1 mol 2 mols

3 V  
1 V   2 V  

Onde V  é o volume molar, sendo V  = 22,4 litros nas CNPT
Uma pergunta:
Qual é o volume de nitrogênio necessário para produzir 100 litros de amônia, nas mesmas condições de pressão e temperatura?


3 H2 + N2 ®  2 NH3
3 mols 1 mol 2 mols


1 V   2 V  


x
100 litros

2V .x = 100.1V  ® x = 50 litros.

Exemplo:
Considere a reação:


Cl2 +
2 NaOH

®

NaClO
+ NaCl +
H2O
1 mol
2 mols

1 mol

1 mol

1 mol
71g 80g 74,5g 58,5g 18g
1 V  








Uma pergunta:
Qual é o volume de cloro nas CNPT necessário para produzir 200g de hipoclorito de sódio.


Cl2 + 2 NaOH ®
NaClO
+ NaCl + H2O

1 mol
2 mols
1 mol
1 mol
1 mol

1 V  



74,5g





x


200g




74,5.x = 200.1V  ® x = 2,68V  ® x = 2,68.22,4 ® x = 60,1 litros

Equilibramos as equações.
Atribuímos valores ao coeficiente do composto elo de ligação entre as reações de modo que somando as equações resulta uma única.
Então resolvemos o problema normalmente.
Exemplo:
Considere as reações:
2 NaN3 ® 2 Na + 3 N2
10 Na + 2 KNO3 ® K2O + 5 Na2O + N2
O elo de ligação entre as duas equações é o Na. Para que ele seja eliminado na soma das duas equações vamos multiplicar a primeira equação por 5.
10 NaN3 ® 10 Na + 15 N2
10 Na + 2 KNO3 ® K2O + 5 Na2O + N2
_____________________________________
10 NaN3 + 10 Na + 2 KNO3 >>> 10 Na + 15 N2 + K2O + 5 Na2O + N2 
10 NaN3 + 2 KNO3 ®  K2O + 5 Na2O + 16 N2 
Os problemas serão resolvidos usando a equação obtida.

Para verificar se há excesso de reagente vamos sempre comparar pelo número de mols indicado na reação.
           
7.1 - Relações envolvendo apenas os volumes
Exemplo:
Considere a reação.


N2 + 3 H2 ® 2 NH3
1 mol 3 mols 2 mols
1 V 3 V 2 V

Uma pergunta:
Fazendo-se reagir 4 litros de N2 com 9 litros de H2 qual é o volume de NH3 obtido nas mesmas condições de pressão e temperatura?
A equação nos mostra que o volume de H2 deve ser 3 vezes maior que o volume de N2 nos permitindo afirmar que há um excesso de N2.
Verificamos ainda que o volume de NH3 é 2 vezes maior que o de N2.


N2 + 3 H2 ® 2 NH3
1 mol 3 mols 2 mols
1 V 3 V 2 V
3 litros
1 litro de excesso
9 litros x

x = 2.3 ® x = 6 litros
           
7.2 - Relações envolvendo apenas massas
Exemplo:
Considere a reação.


CO2 + 2 NaOH ®
Na2CO3
+ H2O
1 mol 2 mols 1 mol 1 mol
44 g 2.40 = 80g 140 g 18 g

Uma pergunta.
Fazendo reagir 5 g de gás carbônico com 8 g de hidróxido de sódio, qual é a massa de carbonato de sódio obtida?
A equação nos mostra que a massa de hidróxido de sódio deve ser 80/44 = 1,81 vezes maior que a massa de gás carbônico não 8/5 = 1,6 nos permitindo afirmar que há um excesso de gás carbônico.
A quantidade y de gás carbônico que irá reagir com 8 g de hidróxido de sódio é: 8/y = 80/44
® y = 4,4 g


CO2 + 2 NaOH ® Na2CO3 + H2O
1 mol 2 mols 1 mol 1 mol
44 g 2.40 = 80g 140 g 18 g
4,4 g
0,6 g em excesso
8 g x


80.x = 8.140 ® x = 14 g

Quando um reagente for impuro procuramos determinar a quantidade de reagente puro e procedemos  normalmente.
Exemplo:
Numa reação são utilizados 500 g de ácido sulfúrico com 90% de pureza.
A quantidade de ácido que irá reagir será 500.90/100 = 450 g

Realizamos o cálculo do produtos de uma reação supondo sempre que o rendimento seja 100%.
O rendimento das reações químicas é sempre calculado em função dos produtos da reação.
Exemplo:
Numa reação são produzidos 200 g de carbonato de sódio com rendimento de 100%.
Se o rendimento da reação for 75% a quantidade de carbonato de sódio obtida será de 200.75/100 = 150 g

A água no vestibular



Leitores, só lembrando que a ''água'' foi o tema mais cobrado na prova do ENEM 2009 que vazou! Então fiquem atentos para esse assunto que pode ser tão simples, mas que tem grande importância!



Introdução

Na composição da água entram dois gases: duas partes de hidrogênio (símbolo: H) e uma parte de oxigênio (símbolo: O). Sua fórmula química é H2O.
Três quartos da superfície da Terra são recobertos por água. Trata-se de quase 1,5 bilhão de km3 de água em todo o planeta, contando oceanos, rios, lagos, lençóis subterrâneos e geleiras. Parece inacreditável afirmar que o mundo está prestes a enfrentar uma crise de abastecimento de água. Mas é exatamente isso o que está para acontecer, pois apenas uma pequeníssima parte de toda a água do planeta Terra serve para abastecer a população.
Vinte e nove países já têm problemas com a falta d'água e o quadro tende a piorar. Uma projeção feita pelos cientistas indica que no ano de 2025, dois de três habitantes do planeta serão afetados de alguma forma pela escassez - vão passar sede ou estarão sujeitos a doenças como cólera e amebíase, provocadas pela má qualidade da água. É uma crise sem precedentes na história da humanidade. Em escala mundial, nunca houve problema semelhante.
Tanto que, até 30 anos atrás, quando os primeiros alertas foram feitos por um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU), ninguém dava importância para a improvável ameaça.

A água e o corpo humano

Os primeiros seres vivos da Terra surgiram na água há cerca de 3,5 bilhões de anos. Sem ela, acreditam os cientistas, não existiria vida. A água forma a maior parte do volume de uma célula. No ser humano, ela representa cerca de 70% de seu peso. Uma pessoa de 65 kg, por exemplo, tem 45 kg de água em seu corpo. Daí sua importância no funcionamento dos organismos vivos. O transporte dos sais minerais e de outras substâncias, para dentro ou para fora da célula, é feito por soluções aquosas. Mesmo a regulagem da temperatura do corpo depende da água - é pelo suor que "expulsamos" parte do calor interno.

Os Direitos da Água

A ONU redigiu um documento intitulado Declaração Universal dos Direitos da Água. Logo abaixo, você vai ler os seus principais tópicos:
  1. A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: é rara e dispendiosa e pode escassear em qualquer região do mundo.
  2. A utilização da água implica respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza.
  3. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
  4. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade e precaução.
  5. A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo a nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
  6. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável pela água da Terra.
  7. A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
  8. A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo vegetal, animal ou ser humano. Dela dependem a atmosfera, o clima, a vegetação e a agricultura.
  9. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.
  10. A gestão da água impõe um equilíbrio entre a sua proteção e as necessidades econômica, sanitária e social.

Ciclo da Água

A água, na natureza, está sempre mudando de estado físico. Sob a ação do calor do Sol, a água da superfície terrestre se evapora e se transforma em vapor d'água. Este vapor sobe para a atmosfera e vai se acumulando. Quando encontra camadas frias, se condensa, formando gotinhas de água que juntam-se a outras gotinhas e formam as nuvens.
As nuvens formadas, quando ficam muito pesadas por causa da quantidade de água nelas contida, voltam à superfície terrestre em forma de chuva. Uma parte da água das chuvas penetra no solo e forma lençóis de água subterrâneos. Outra parte corre para os rios, mares, lagos, oceanos etc. Com o calor do Sol, a água volta a evaporar.
Ciclo da água.
 Lençóis de água.

Água potável e água tratada

A água é considerada potável quando pode ser consumida pelos seres humanos. Infelizmente, a maior parte da água dos continentes está contaminada e não pode ser ingerida diretamente. Limpar e tratar a água é um processo bastante caro e complexo, destinado a eliminar da água os agentes de contaminação que possam causar algum risco para a saúde, tornando-a potável. Em alguns países, as águas residuais, das indústrias ou das residências, são tratadas antes de serem escoadas para os rios e mares. Estas águas recebem o nome de depuradas e geralmente não são potáveis. A depuração da água pode ter apenas uma fase de eliminação das substâncias contaminadoras, caso retorne ao rio ou ao mar, ou pode ser seguida de uma fase de tratamento completa, caso se destine ao consumo humano.

Água Contaminada

Um dos principais problemas que surgiram neste século é a crescente contaminação da água, ou seja, este recurso vem sendo poluído de tal maneira que já não se pode consumi-lo em seu estado natural. As pessoas utilizam a água não apenas para beber, mas também para se desfazer de todo tipo de material e sujeira. As águas contaminadas com numerosas substâncias recebem o nome de águas residuais. Se as águas residuais forem para os rios e mares, as substâncias que elas transportam irão se acumulando e aumentam a contaminação geral das águas. Isto traz graves riscos para a sobrevivência dos organismos.
Existem vários elementos contaminadores da água. Alguns dos mais importantes e graves são:
  • Os contaminadores orgânicos: são biodegradáveis e provêm da agricultura (adubos, restos de seres vivos) e das atividades domésticas (papel, excrementos, sabões). Se acumulados em excesso produzem a eutrofização das águas.
  • Os contaminadores biológicos: são todos aqueles microrganismos capazes de provocar doenças, tais como a hepatite, o cólera e a gastroenterite. A água é contaminada pelos excrementos dos doentes e o contágio ocorre quando essa água é bebida.
  • Os contaminadores químicos: os mais perigosos são os resíduos tóxicos, como os pesticidas do tipo DDT (chamados organoclorados), porque eles tendem a se acumular no corpo dos seres vivos. São também perigosos os metais pesados (chumbo, mercúrio) utilizados em certos processos industriais, por se acumularem nos organismos.

Mar

Desde a Antiguidade, os mares são os receptores naturais de grandes quantidades de resíduos. O Mediterrâneo, o mar do Norte, o canal da Mancha e os mares do Japão são alguns dos mais contaminados do mundo. Os agentes contaminadores que trazem maior risco ao ecossistema marinho são:
  • Os acidentes com barcos petroleiros que provocam grandes desastres ecológicos, poluindo a água do mar.
  • O petróleo, como conseqüência dos acidentes, descuidos ou ações voluntárias.
  • Os produtos químicos procedentes do continente, que chegam ao mar por meio da chuva e dos rios ou das águas residuais.

O problema já começou

A falta d'água já afeta o Oriente Médio, China, Índia e o norte da África. Até o ano 2050, as previsões são sombrias. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que 50 países enfrentarão crise no abastecimento de água.
China - O suprimento de água está no limite. A demanda agroindustrial e a população de 1,2 bilhão de habitantes fazem com que milhões de chineses andem quilômetros por dia para conseguir água.
Índia - Com uma população de 1 bilhão de habitantes, o governo indiano enfrenta o dilema da água constatando oesgotamento hídrico de seu principal curso-d'água, o rio Ganges.
Oriente Médio - A região inclui países como Israel, Jordânia, Arábia Saudita e Kuwait. Estudos apontam que dentro de 40 anos só haverá água doce para consumo doméstico. Atividades agrícolas e industriais terão de fazer uso de esgoto tratado.
Norte da África - Nos próximos 30 anos, a quantidade de água disponível por pessoa estará reduzida em 80%. A região abrange países situados no deserto do Saara, como Argélia e Líbia.

Motivo para guerras

A humanidade poderá presenciar no terceiro milênio uma nova modalidade de guerra: a batalha pela água. Um relatório do Banco Mundial de 1995 já anunciava que as guerras do próximo século serão motivadas pela disputa de água, diferentemente dos conflitos do século XX, marcados por questões políticas ou pela disputa do petróleo. Uma prévia do que pode ocorrer num futuro próximo aconteceu em 1967, quando o controle da água desencadeou uma guerra no Oriente Médio.
Naquele ano, os árabes fizeram obras para desviar o curso do rio Jordão e de seus afluentes. Ele é considerado o principal rio da região, nasce ao sul do Líbano e banha Israel e Jordânia. Com a nova rota, Israel perderia boa parte de sua capacidade hídrica. O governo israelense ordenou o bombardeamento da obra, acirrando ainda mais a rivalidade com os países vizinhos.

Riqueza brasileira

Quando o assunto é recursos hídricos, o Brasil é um país privilegiado. O território brasileiro detém 20% de toda a água doce superficial da Terra. A maior parte desse volume, cerca de 80%, localiza-se na Amazônia.
É naquela região desabitada que está a maior bacia fluvial do mundo, a Amazônica, com 6 milhões de quilômetros quadrados, abrangendo, além do Brasil, Bolívia, Peru, Equador e Colômbia. A segunda maior bacia hidrográfica do mundo, a Platina, também está parcialmente em território brasileiro.
Mas a nossa riqueza hídrica não se restringe às áreas superficiais: o aqüífero Botucatu/Guarani, um dos maiores do mundo, cobre uma área subterrânea de quase 1,2 milhão de quilômetros quadrados, 70% dos quais localiza-se em território brasileiro. O restante do potencial hídrico distribui-se de forma desigual pelo país. Apesar de tanta riqueza, as maiores concentrações urbanas encontram-se distantes dos grandes rios, como o São Francisco, o Paraná e o Amazonas.
Assim, dispor de grandes reservas hídricas não garante o abastecimento de água para toda a população.

Seca no Nordeste

Este é um problema que tem solução. Desviar parte da água do rio São Francisco para a região semi-árida é uma idéia antiga. Na prática, seria construída uma rede de canais para abastecer açudes dos Estados atingidos pela falta d'água, como Pernambuco, Ceará e Paraíba. Especialistas calculam que um projeto desse seria capaz de levar água a 200 municípios e 6,8 milhões de brasileiros.

Como economizar água

Não demore muito tempo no chuveiro. Em média, um banho consome 70 litros de água em apenas 5 minutos, ou seja, 25.550 litros por ano.
Preste atenção ao consumo mensal da conta de água. Você poderá descobrir vazamentos que significam enorme desperdício de água. Faça um teste; feche todas as torneiras e os registros de casa e verifique se o hidrômetro - aparelho que mede o consumo de água - sofre alguma alteração. Se alterar, o vazamento está comprovado.
Você pode economizar 16.425 litros de água por ano ao escovar os dentes, basta molhar a escova e depois fechar a torneira. Volte a abri-la somente para enxaguar a boca e a escova.
Prefira lavar o carro com balde em lugar da mangueira. O esguicho aberto gasta aproximadamente 600 litros de água. Se você usar balde, o consumo cairá para 60 litros.
Cuidado: Nada de "varrer" quintais e calçadas com esguicho; use a vassoura!

Curiosidades

Cada brasileiro gasta 300 litros de água por dia. Apenas metade disso seria suficiente para suprir todas as necessidades. Além disso, grande parte dos reservatórios está contaminada, principalmente em regiões mais populosas.
Na maioria dos países, é no campo que ocorre o maior consumo de água: a agricultura intensiva consome mais de quinhentos litros por pessoa ao dia. De 1900 até os nossos dias, a superfície de cultivo irrigado triplicou. Os sistemas tradicionais de irrigação aproveitam apenas 40% da água que utilizam. O resto evapora ou se perde.
Fonte: http://www.webciencia.com

PROPRIEDADES PERIÓDICAS


3- Propriedades periódicas


Propriedades aperiódicas - Os valores somente crescem ou decrescem à medida que aumenta o número atômico. Exemplos:massa atômica e calor específico.


  Propriedades periódicas - São aquelas cujos valores numéricos crescem ou decrescem em função do número atômico crescente.
Vejamos as principais propriedades periódicas:


 
Raio atômico – O raio de um átomo é uma propriedade difícil de ser determinada, pois a eletrosfera de um átomo não tem fronteira definida.

O raio atômico de um elemento depende de dois fatores:


a) Número de níveis eletrônicos (camadas): numa família, quanto maior o número atômico, maior é o raio atômico.


b) Carga nuclear (número atômico): num período, quanto maior o número atômico, menor é o raio atômico. 

          
 
Raio Iônico - Para íons isoeletrônicos (iguais números de elétrons), o de menor número atômico será o maior, pois apresenta menor atração entre o núcleo e os elétrons.
8O2- > 9F1- > 11Na1+ > 12Mg2+
 
Potencial de ionização – É a energia necessária para remover um elétron de um átomo isolado no estado gasoso. À medida que aumenta o tamanho do átomo, aumenta a facilidade para a remoção de um elétron de valência. Portanto, quanto maior o tamanho do átomo, menor o potencial de
ionização.

             
 
Li(g) ® Li+(g) + 1e-  1.ºPI = 124kcal/mol

Li
+(g) ® Li++(g) + 1e- 2.ºPI = 1744kcal/mol

Li
++(g) ® Li+++(g) + 1e- 3.ºPI = 2823kcal/mol

1.º PI < 2.º PI < 3.º PI <...


 
Eletronegatividade – É a propriedade pela qual o átomo apresenta maior tendência a ganhar elétrons. Esta propriedade depende de dois fatores: número de elétrons na última camada e tamanho do átomo. 
    
 
O cientista Linus Pauling propôs uma escala de valores para a eletronegatividade: 

   
 
Eletropositividade – É a propriedade pela qual o átomo apresenta maior tendência a perder elétrons. Evidentemente, esta propriedade é o inverso da eletronegatividade.



 

Química: os cinco temas que merecem mais atenção


Para encontrar a fórmula ideal e conseguir uma boa nota na prova de química no vestibular não é preciso decorar a tabela periódica, mas vale prestar atenção nos tópicos da matéria que, de tão importantes, fazem parte da composição de quase todo teste da disciplina nas principais universidades do país.

O professor João Usberco, coordenador de química do curso Anglo, aponta os cinco temas que integram a mistura básica das provas e normalmente aparecem entre as questões escolhidas pelos examinadores (veja abaixo).

Sabendo os conteúdos que merecem dedicação especial, o aluno não deve se preocupar em memorizar fórmulas, segundo Usberco. O segredo é tentar entender os conteúdos, sem decoreba, se programando com tempo para não deixar para estudar na última hora. "O sucesso está no estudo diário, tem de se propor a estudar todos os dias, que é uma coisa que não se faz. A maioria só estuda na véspera de prova", afirma Usberco.

Os cinco conteúdos que tem presença garantida na provas de química:

- Cálculo estequiométrico:
estude as reações, procurando aprender a relacionar os participantes das equações com o seu número de mol e a massa, volume e o número de átomos e moléculas. Fique do olho nos sinônimos de mol.
- Termoquímica:
fique atento aos processos de liberação e absorção de calor. As provas normalmente apresentam equações pedindo para determinar a variação da entalpia da reação.
- Equilíbrios químicos:
aprenda como determinar o valor de uma constante de equilíbrio. Normalmente a prova pode apresentar uma situação em que fornece a quantidade em mol de duas substâncias no início do experimento e você vai ter de determinar a quantidade em mol/litro das substâncias no equilíbrio e o valor da constante do equilíbrio. Também é preciso dominar os fatores que deslocam o equilíbrio, o que é preciso fazer para deslocá-lo. Também preste atenção na determinação do PH de solução e como criar soluções ácidas e alcalinas.
- Eletroquímica:
fique atento ao funcionamento das pilhas, os processos de oxiredução envolvidos e como conseguir calcular a voltagem dessa pilha.
- Química orgânica
: é fundamental conseguir reconhecer as funções. As provas costumam apresentar uma estrutura e perguntar quais são as funções em uma determinada estrutura. Pode, por exemplo, trazer a estrutura de um aminoácido e pedir para determinar qual o grupo amino e qual o grupo ácido carboxílico. Não deixe de estudar também os conceitos de isomeria plana e espacial.



http://prevestibularonline.blogspot.com.br/2009/05/quimica-os-cinco-temas-que-merecem-mais.html

Questão sobre propriedades periódicas

O raio atômico é uma propriedade periódica fundamental, pois tem implicações diretas sobre outras propriedades periódicas importantes, tais como energias de ionização e eletronegatividade. A figura a seguir ilustra a variação dos raios atômicos para os elementos representativos (excluídos os metais de transição): Analisando a figura acima, assinale a afirmativa INCORRETA:

a) O elemento césio tem energia de ionização bem menor que o elemento flúor.
b) O oxigênio é mais eletronegativo que o alumínio.
c) As energias de ionização diminuem, nas colunas, com o aumento dos raios atômicos.
d) A eletronegatividade aumenta nos períodos com a diminuição dos raios atômicos.
e) Os átomos de cloro perdem elétrons mais facilmente do que os de cálcio

Raio atômico ou tamanho do átomo

O raio atômico é uma das propriedades periódicas dos elementos químicos, e representa a distância entre o centro do núcleo de um átomo e a camada mais externa da eletrosfera (camada de valência). É calculado a partir de uma molécula diatômica de um mesmo elemento como a metade da distância entre os respectivos núcleos. Pois, como o átomo não é uma esfera, o cálculo do raio quando isolado é demasiadamente impreciso.
Geralmente, o raio atômico cresce conforme aumenta o número de camadas e diminui com o aumento do número atômico. Assim, numa mesma família, o raio aumenta de cima para baixo. E, no mesmo período, da direita para a esquerda.

O raio atômico está, também, intrinsecamente ligado à propriedade periódica da eletronegatividade. Pois, quanto maior essa propriedade, com maior força o núcleo atrai a eletrosfera e menor é o raio.
De forma análoga, quanto maior o raio atômico, menor o potencial de ionização – já que a eletrosfera não é tão fortemente atraída pelo núcleo e o elétron de valência pode ser removido com mais facilidade; e menor a afinidade eletrônica – pois, com menos força de atração sobre a eletrosfera, uma menor quantidade de energia é liberada ao recebimento de um elétron.

Raio atômico medido empiricamente

Raio atômico medido empíricamente em picômetros (pm) com uma precisão aproximada de 5 pm
Grupo (vertical) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Período (horizontal)
1 H
25

He
 
2 Li
145
Be
105

B
85
C
70
N
65
O
60
F
50
Ne
 
3 Na
180
Mg
150

Al
125
Si
110
P
100
S
100
Cl
100
Ar
71
4 K
220
Ca
180
Sc
160
Ti
140
V
135
Cr
140
Mn
140
Fe
140
Co
135
Ni
135
Cu
135
Zn
135
Ga
130
Ge
125
As
115
Se
115
Br
115
Kr
 
5 Rb
235
Sr
200
Y
180
Zr
155
Nb
145
Mo
145
Tc
135
Ru
130
Rh
135
Pd
140
Ag
160
Cd
155
In
155
Sn
145
Sb
145
Te
140
I
140
Xe
 
6 Cs
260
Ba
215
*
 
Hf
155
Ta
145
W
135
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135
Os
130
Ir
135
Pt
135
Au
135
Hg
150
Tl
190
Pb
180
Bi
160
Po
190
At
 
Rn
 
7 Fr
 
Ra
215
**
 
Rf
 
Db
 
Sg
 
Bh
 
Hs
 
Mt
 
Ds
 
Rg
 
Uub
 
Uut
 
Uuq
 
Uup
 
Uuh
 
Uus
 
Uuo
 

Lantanídios *
 
La
195
Ce
185
Pr
185
Nd
185
Pm
185
Sm
185
Eu
185
Gd
180
Tb
175
Dy
175
Ho
175
Er
175
Tm
175
Yb
175
Lu
175
Actinídios **
 
Ac
195
Th
180
Pa
180
U
175
Np
175
Pu
175
Am
175
Cm
 
Bk
 
Cf
 
Es
 
Fm
 
Md
 
No
 
Lr
 

Tabela periódica de raios atômicos dos elementos medidos empiricamente em picômetros (pm) com precisão de 5 pm. Referências: J.C. Slater, J. Chem. Phys. 1964, 41, 3199.

[editar] Raio atômico calculado

Raio atômico calculado em picômetros (pm)
Grupo (vertical) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Período (horizontal)
1 H
53

He
31
2 Li
167
Be
112

B
87
C
67
N
56
O
48
F
42
Ne
38
3 Na
190
Mg
145

Al
118
Si
111
P
98
S
88
Cl
79
Ar
71
4 K
243
Ca
194
Sc
184
Ti
176
V
171
Cr
166
Mn
161
Fe
156
Co
152
Ni
149
Cu
145
Zn
142
Ga
136
Ge
125
As
114
Se
103
Br
94
Kr
88
5 Rb
265
Sr
219
Y
212
Zr
206
Nb
198
Mo
190
Tc
183
Ru
178
Rh
173
Pd
169
Ag
165
Cd
161
In
156
Sn
145
Sb
133
Te
123
I
115
Xe
108
6 Cs
298
Ba
253
*
 
Hf
208
Ta
200
W
193
Re
188
Os
185
Ir
180
Pt
177
Au
174
Hg
171
Tl
156
Pb
154
Bi
143
Po
135
At
 
Rn
120
7 Fr
 
Ra
 
**
 
Rf
 
Db
 
Sg
 
Bh
 
Hs
 
Mt
 
Ds
 
Rg
 
Uub
 
Uut
 
Uuq
 
Uup
 
Uuh
 
Uus
 
Uuo
 

Lantanídios *
 
La
 
Ce
 
Pr
247
Nd
206
Pm
205
Sm
238
Eu
231
Gd
233
Tb
225
Dy
228
Ho
 
Er
226
Tm
222
Yb
222
Lu
217
Actinídios **
 
Ac
 
Th
 
Pa
 
U
 
Np
 
Pu
 
Am
 
Cm
 
Bk
 
Cf
 
Es
 
Fm
 
Md
 
No
 
Lr
 

Tabela periódica dos raios atômicos calculados em picômetros (pm)

Fontes:
http://www.crystalmaker.com/support/tutorials/crystalmaker/atomicradii/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Raio_atómico