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segunda-feira, 14 de março de 2011
Petróleo: fonte renovável de guerras
"O controle pelo controle dos recursos naturais voltou ao palco principal da geografia". A afirmação de Michael Klare, titular da cadeira de Paz e Segurança Mundial no Hampshire College e na Amhrest University, nos Estados Unidos, foi feita em seu livro "Resource Wars: the new landscape of global conflict". Klare argumenta que guerras como a do Golfo, a operação no Afeganistão e a anunciada intervenção no Iraque, pelo Estados Unidos, situam-se entre as disputas pelo controle de um recurso natural estratégico e fundamental: o petróleo.
Na opinião de Klare, uma boa parte das guerras de conquista e posicionamento estarão marcadas pelo controle geo-estratégico de recursos como os energéticos, os sistemas aqüíferos, minerais e florestais.
Guerras como a do Yom Kippur (1973), Irã x Iraque (1980-1988) ou a do Golfo (1991) são diretamente relacionadas às disputas pelo petróleo por vários intelectuais. Mas nem todos concordam que a causa fundamental seja o petróleo. Para o geógrafo Nelson Bacic Olic, o petróleo foi um dos elementos da Guerra do Golfo, mas não o único. "Saddam Hussein invadiu o Kwait também porque não reconhece que haja ali uma fronteira. A questão é que as fronteiras que conhecemos hoje no Oriente Médio, assim como as dos países africanos, são fronteiras artificiais, que vêm sendo feitas, por exemplo, pelos europeus desde o período colonial", diz Olic. Para ele, outra razão importante para essa guerra, e também para a anterior contra o Irã, é a necessidade do Iraque de uma saída mais ampla para o mar. "A única saída do Iraque é pelo estuário comum entre os rios Tigre e Eufrates, chamado Chatt-El-Arab. Uma das razões dessas guerras foi a tentativa do Iraque de ampliar seu espaço para a exportação", diz o geógrafo, que acredita também que os futuros conflitos no Oriente terão muito menos a ver com petróleo e muito mais com água.
A opinião é de certa forma compartilhada por Saul Suslick, diretor do Cepetro (Centro de Estudos do Petróleo) da Unicamp. Para ele, cada vez mais existe um esforço mundial para uma menor dependência do petróleo. Nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que existe a preocupação de diversificar as fontes de energia, há um estoque de petróleo e seus derivados e uma campanha para explorar petróleo em territórios norte americanos não explorados. Suslick argumenta que por esse motivo e pela menor importância que o petróleo assume hoje, se comparado a década de 70, dificilmente poderá ocorrer um novo choque nos preços do petróleo. "O petróleo ainda ocupa uma agenda de preocupações, mas cada vez mais os conflitos estarão vinculados a outras questões, como a água, por exemplo", afirma Suslick.
Para Nelson Bacic, o mundo hoje é menos dependente do Oriente Médio também porque existe uma outra área muito promissora para exploração do petróleo: a região que bordeja o Mar Cáspio. "O Azerbaijão é conhecido atualmente como o novo Kwait. Junto com o Cazaquistão e o Turcomenistão possui mais petróleo que o Golfo Pérsico. A fronteira das regiões produtoras de petróleo está se deslocando para a Ásia Central", diz Bacic.
Ambições das potências do mar Cáspio
(Projeções e metas estratégicas para 2010)
Países Petróleo (1) Exp. Petróleo (1)
Azerbaijão 1,2 1
Cazaquistão 2 1,7
Turcomenistão 0,2 0,15
Fonte: Energy Information Administration, www.eia.doe.gov
Notas: (1) Milhões de barris diários
O Programa Traceca (Transport Corridor Europe, Caucasus, Asia) confirma essa idéia. Lançado numa conferência em Bruxelas em 1993, o programa pretende desenvolver um corredor de transporte, num eixo leste oeste, cruzando o Mar Negro através do Cáucaso e do Mar Cáspio até a Ásia Central. Com assistência técnica e financeira da União Européia e do Banco de Desenvolvimento da Ásia, o sistema de transporte deverá incluir rodovias, ferrovias, portos e oleodutos num trajeto ainda não definido, pela Ucrânia, Bulgária, Moldova, Romênia, Turquia, Georgia, Azerbaijão, Turcomenistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Kirquistão.
Segundo texto do jornalista e historiador José Arbex, para a revista Caros Amigos, o Traceca será um componente fundamental de estruturação da Eurásia no século XXI, como eixo de transporte de petróleo ou corredor de mercadorias. Para Arbex, o traçado da futura rota ajuda a compreender o interesse americano pelo Afeganistão, uma região de acesso entre o extremo asiático, o Oriente Médio e a Europa, e os conflitos entre a Índia e o Paquistão pela região da Caxemira, que pode se tornar um dos pontos de passagem da rota.
Mesmo que esteja ocorrendo esse deslocamento de interesses para a Ásia Central, atualmente o foco de tensão relacionado ao petróleo ainda é o Oriente Médio. De acordo com o Relatório Nacional de Política Energética do Estados Unidos de 2001 (Report of the National Energy Policy), o abastecimento norte-americano depende das reservas do Golfo Pérsico e coloca como prioridade o acesso dos Estados Unidos a essas reservas.
Segundo Michael Klare, o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos declarou em 1999, que os norte americanos continuariam tendo um interesse vital em assegurar seu acesso aos suprimentos de petróleo no exterior e, neste sentido, deveriam conscientizar-se da necessidade de estabilidade e segurança regionais em áreas chave de produção, a fim de assegurar esse acesso aos recursos e sua livre circulação. Ainda segundo Klare, o presidente Jimmy Carter em 1980 afirmou que qualquer intenção de potências hostis para a interrupção da circulação de petróleo do Golfo Pérsico seria considerado como um ataque aos interesses vitais dos Estados Unidos, que poderia ser reprimido por qualquer meio necessário, incluindo a força militar.
Após o ataque de 11 de setembro ao World Trade Center foi aberto um precedente contra o terror que relaciona-se também com a necessidade "vital" norte-americana pelo petróleo. Não apenas o Afeganistão é um ponto de passagem estratégico, mas o Iraque, atualmente ameaçado pelos norte americanos, detém uma reserva potencial de petróleo que, em tese supera, as atuais reservas da Arábia Saudita principal fornecedora dos Estados Unidos.
De acordo com o estudo "Panorama do Petróleo e Gás 2002", realizado pela empresa italiana ENI (Ente Nazionale Idrocarburi), o Iraque é o país com maior disponibilidade de reservas, para um total de 130 anos, seguido pelo Kuwait, com reservas para 123 anos, os Emirados Árabes Unidos, para 105 anos, a Arábia Saudita, para 81 anos, e Venezuela, para 67 anos.
Países Reservas Comprovadas Produção Exportação
Iraque 112.500 milhões de barris 2,593 milhõesde barris diários 1,710 milhõesde barris por dia
Arábia Saudita 262.697 milhões de barris 7,888 milhõesde barris diários 6,035 milhõesde barris por dia
Fonte: Organization of the Petroleum Exporting Countries www.opec.org
De acordo com a Energy Information Administration, o Iraque, antecipando uma eventual suspensão das sanções econômicas impostas pela ONU e pelos EUA desde o final da Guerra do Golfo, assinou acordos com companhias da Rússia, França e China sobre as reservas potenciais de petróleo e gás, que serão efetivados quando as sanções forem suspensas. Segundo Michael Klare, os dissidentes americanos escolhidos por Washington para liderar o novo regime de Bagdá, após eventual queda do ditador iraquino, ameaçaram cancelar todos os contratos com os países que não auxiliarem na derrubada de Saddam Hussein.. O professor de Paz e Segurança Mundial Michael Klare afirma que o controle sobre as reservas potenciais iraquianas será estratégico no século XXI e prevê, que independente dos resultados das atuais inspeções da ONU no Iraque, uma invasão norte americana nesse país ocorrerá no máximo na terceira semana de fevereiro de 2003. Mesmo que existam outros elementos importantes entre os motivos para alguns conflitos, o petróleo, fonte não renovável de energia, continuará sendo na sua história, uma fonte constante de guerras.
(MK)
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Atualizado em 10/12/2002
http://www.comciencia.br
Na opinião de Klare, uma boa parte das guerras de conquista e posicionamento estarão marcadas pelo controle geo-estratégico de recursos como os energéticos, os sistemas aqüíferos, minerais e florestais.
Guerras como a do Yom Kippur (1973), Irã x Iraque (1980-1988) ou a do Golfo (1991) são diretamente relacionadas às disputas pelo petróleo por vários intelectuais. Mas nem todos concordam que a causa fundamental seja o petróleo. Para o geógrafo Nelson Bacic Olic, o petróleo foi um dos elementos da Guerra do Golfo, mas não o único. "Saddam Hussein invadiu o Kwait também porque não reconhece que haja ali uma fronteira. A questão é que as fronteiras que conhecemos hoje no Oriente Médio, assim como as dos países africanos, são fronteiras artificiais, que vêm sendo feitas, por exemplo, pelos europeus desde o período colonial", diz Olic. Para ele, outra razão importante para essa guerra, e também para a anterior contra o Irã, é a necessidade do Iraque de uma saída mais ampla para o mar. "A única saída do Iraque é pelo estuário comum entre os rios Tigre e Eufrates, chamado Chatt-El-Arab. Uma das razões dessas guerras foi a tentativa do Iraque de ampliar seu espaço para a exportação", diz o geógrafo, que acredita também que os futuros conflitos no Oriente terão muito menos a ver com petróleo e muito mais com água.
A opinião é de certa forma compartilhada por Saul Suslick, diretor do Cepetro (Centro de Estudos do Petróleo) da Unicamp. Para ele, cada vez mais existe um esforço mundial para uma menor dependência do petróleo. Nos Estados Unidos, ao mesmo tempo que existe a preocupação de diversificar as fontes de energia, há um estoque de petróleo e seus derivados e uma campanha para explorar petróleo em territórios norte americanos não explorados. Suslick argumenta que por esse motivo e pela menor importância que o petróleo assume hoje, se comparado a década de 70, dificilmente poderá ocorrer um novo choque nos preços do petróleo. "O petróleo ainda ocupa uma agenda de preocupações, mas cada vez mais os conflitos estarão vinculados a outras questões, como a água, por exemplo", afirma Suslick.
Para Nelson Bacic, o mundo hoje é menos dependente do Oriente Médio também porque existe uma outra área muito promissora para exploração do petróleo: a região que bordeja o Mar Cáspio. "O Azerbaijão é conhecido atualmente como o novo Kwait. Junto com o Cazaquistão e o Turcomenistão possui mais petróleo que o Golfo Pérsico. A fronteira das regiões produtoras de petróleo está se deslocando para a Ásia Central", diz Bacic.
Ambições das potências do mar Cáspio
(Projeções e metas estratégicas para 2010)
Países Petróleo (1) Exp. Petróleo (1)
Azerbaijão 1,2 1
Cazaquistão 2 1,7
Turcomenistão 0,2 0,15
Fonte: Energy Information Administration, www.eia.doe.gov
Notas: (1) Milhões de barris diários
O Programa Traceca (Transport Corridor Europe, Caucasus, Asia) confirma essa idéia. Lançado numa conferência em Bruxelas em 1993, o programa pretende desenvolver um corredor de transporte, num eixo leste oeste, cruzando o Mar Negro através do Cáucaso e do Mar Cáspio até a Ásia Central. Com assistência técnica e financeira da União Européia e do Banco de Desenvolvimento da Ásia, o sistema de transporte deverá incluir rodovias, ferrovias, portos e oleodutos num trajeto ainda não definido, pela Ucrânia, Bulgária, Moldova, Romênia, Turquia, Georgia, Azerbaijão, Turcomenistão, Uzbequistão, Tadjiquistão e Kirquistão.
Segundo texto do jornalista e historiador José Arbex, para a revista Caros Amigos, o Traceca será um componente fundamental de estruturação da Eurásia no século XXI, como eixo de transporte de petróleo ou corredor de mercadorias. Para Arbex, o traçado da futura rota ajuda a compreender o interesse americano pelo Afeganistão, uma região de acesso entre o extremo asiático, o Oriente Médio e a Europa, e os conflitos entre a Índia e o Paquistão pela região da Caxemira, que pode se tornar um dos pontos de passagem da rota.
Mesmo que esteja ocorrendo esse deslocamento de interesses para a Ásia Central, atualmente o foco de tensão relacionado ao petróleo ainda é o Oriente Médio. De acordo com o Relatório Nacional de Política Energética do Estados Unidos de 2001 (Report of the National Energy Policy), o abastecimento norte-americano depende das reservas do Golfo Pérsico e coloca como prioridade o acesso dos Estados Unidos a essas reservas.
Segundo Michael Klare, o Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos declarou em 1999, que os norte americanos continuariam tendo um interesse vital em assegurar seu acesso aos suprimentos de petróleo no exterior e, neste sentido, deveriam conscientizar-se da necessidade de estabilidade e segurança regionais em áreas chave de produção, a fim de assegurar esse acesso aos recursos e sua livre circulação. Ainda segundo Klare, o presidente Jimmy Carter em 1980 afirmou que qualquer intenção de potências hostis para a interrupção da circulação de petróleo do Golfo Pérsico seria considerado como um ataque aos interesses vitais dos Estados Unidos, que poderia ser reprimido por qualquer meio necessário, incluindo a força militar.
Após o ataque de 11 de setembro ao World Trade Center foi aberto um precedente contra o terror que relaciona-se também com a necessidade "vital" norte-americana pelo petróleo. Não apenas o Afeganistão é um ponto de passagem estratégico, mas o Iraque, atualmente ameaçado pelos norte americanos, detém uma reserva potencial de petróleo que, em tese supera, as atuais reservas da Arábia Saudita principal fornecedora dos Estados Unidos.
De acordo com o estudo "Panorama do Petróleo e Gás 2002", realizado pela empresa italiana ENI (Ente Nazionale Idrocarburi), o Iraque é o país com maior disponibilidade de reservas, para um total de 130 anos, seguido pelo Kuwait, com reservas para 123 anos, os Emirados Árabes Unidos, para 105 anos, a Arábia Saudita, para 81 anos, e Venezuela, para 67 anos.
Países Reservas Comprovadas Produção Exportação
Iraque 112.500 milhões de barris 2,593 milhõesde barris diários 1,710 milhõesde barris por dia
Arábia Saudita 262.697 milhões de barris 7,888 milhõesde barris diários 6,035 milhõesde barris por dia
Fonte: Organization of the Petroleum Exporting Countries www.opec.org
De acordo com a Energy Information Administration, o Iraque, antecipando uma eventual suspensão das sanções econômicas impostas pela ONU e pelos EUA desde o final da Guerra do Golfo, assinou acordos com companhias da Rússia, França e China sobre as reservas potenciais de petróleo e gás, que serão efetivados quando as sanções forem suspensas. Segundo Michael Klare, os dissidentes americanos escolhidos por Washington para liderar o novo regime de Bagdá, após eventual queda do ditador iraquino, ameaçaram cancelar todos os contratos com os países que não auxiliarem na derrubada de Saddam Hussein.. O professor de Paz e Segurança Mundial Michael Klare afirma que o controle sobre as reservas potenciais iraquianas será estratégico no século XXI e prevê, que independente dos resultados das atuais inspeções da ONU no Iraque, uma invasão norte americana nesse país ocorrerá no máximo na terceira semana de fevereiro de 2003. Mesmo que existam outros elementos importantes entre os motivos para alguns conflitos, o petróleo, fonte não renovável de energia, continuará sendo na sua história, uma fonte constante de guerras.
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Atualizado em 10/12/2002
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Não sei qual curso fazer
Não sei o que fazer
Por: Rogério StrazzeriMedicina ou direito? Prestar no Rio ou continuar a viver em São Paulo?Devo largar tudo para estudar ou é melhor tentar equilibrar minha vida com os estudos? Diversas dúvidas “martelam” todos os dias a cabeça dos vestibulandos, e essas dúvidas podem acabar atrapalhando seu desempenho no vestibular ou levar você a tomar decisões das quais se arrependerá depois. Psicólogos desvendaram os mecanismos envolvidos na hora de uma escolha, veja como essas novas descobertas podem ajudá-lo na hora da decisão.
Luciano se viu diante de uma difícil e importante decisão na época em que estava prestando vestibular: Engenharia ou medicina? Na época Luciano gozava de uma vida tranqüila para qualquer jovem em idade vestibular, tinha um carro esporte do ano, uma moto importada na garagem, namorava uma das meninas mais populares do colégio, era um esportista dedicado e contava financeiramente com a ajuda do pai, porém Luciano nunca foi um estudante exemplar e se optasse por medicina queria estudar na mesma faculdade que seu pai estudou, Escola Paulista de Medicina e sábia que tanto entrar como sair daquela faculdade não seria fácil.
Para chegar a uma decisão Luciano pesou os seguintes fatores:
1° Opção: Medicina.
- Se eu escolher medicina terei que largar tudo por um ou dois anos e me dedicar somente aos estudos.
- Terei que parar, pelo menos por um tempo, de praticar o esporte que tanto gosto.
- Minha namorada que ainda não está prestando vestibular não terá que aceitar que eu pare de sair à noite com ela, não vá mais as festas e fique estudando nos finais de semana.
- Mesmo depois de entrar na faculdade a vida não vai ser fácil, terei que estudar muito.
- Terei de abrir mão de algumas coisas de minha vida que serão importantes para mim.
Porém
- Farei um curso que gosto.
- Meu pai é médico e poderá me ajudar bastante tanto na minha vida profissional como nos estudos.
- Medicina é uma carreira promissora, todo mundo precisa de médico.
2° Opção: Engenharia.
- Como não vejo a necessidade de entrar numa faculdade pública não terei que abrir mão de tudo para ficar estudando.
- Também gosto de engenharia, gostaria de ser engenheiro, construir prédios...
- Não precisarei parar de praticar esporte, só terei que diminuir um pouco a freqüência.
- Não poderei sair todos os dias, mas certamente terei tempo de sair aos finais de semana.
- Não terei o grande peso da obrigação de entrar numa faculdade tão concorrida.
Luciano se viu diante de uma difícil e importante decisão na época em que estava prestando vestibular: Engenharia ou medicina? Na época Luciano gozava de uma vida tranqüila para qualquer jovem em idade vestibular, tinha um carro esporte do ano, uma moto importada na garagem, namorava uma das meninas mais populares do colégio, era um esportista dedicado e contava financeiramente com a ajuda do pai, porém Luciano nunca foi um estudante exemplar e se optasse por medicina queria estudar na mesma faculdade que seu pai estudou, Escola Paulista de Medicina e sábia que tanto entrar como sair daquela faculdade não seria fácil.
Para chegar a uma decisão Luciano pesou os seguintes fatores:
1° Opção: Medicina.
- Se eu escolher medicina terei que largar tudo por um ou dois anos e me dedicar somente aos estudos.
- Terei que parar, pelo menos por um tempo, de praticar o esporte que tanto gosto.
- Minha namorada que ainda não está prestando vestibular não terá que aceitar que eu pare de sair à noite com ela, não vá mais as festas e fique estudando nos finais de semana.
- Mesmo depois de entrar na faculdade a vida não vai ser fácil, terei que estudar muito.
- Terei de abrir mão de algumas coisas de minha vida que serão importantes para mim.
Porém
- Farei um curso que gosto.
- Meu pai é médico e poderá me ajudar bastante tanto na minha vida profissional como nos estudos.
- Medicina é uma carreira promissora, todo mundo precisa de médico.
2° Opção: Engenharia.
- Como não vejo a necessidade de entrar numa faculdade pública não terei que abrir mão de tudo para ficar estudando.
- Também gosto de engenharia, gostaria de ser engenheiro, construir prédios...
- Não precisarei parar de praticar esporte, só terei que diminuir um pouco a freqüência.
- Não poderei sair todos os dias, mas certamente terei tempo de sair aos finais de semana.
- Não terei o grande peso da obrigação de entrar numa faculdade tão concorrida.
Porém
- Não conheço direito a profissão de engenheiro, talvez não seja exatamente como eu penso.
- Meu pai prefere que eu escolha medicina.
- Não sei como é o mercado de trabalho para engenheiros no Brasil.
- Uma faculdade particular terá custos maiores
Analisando bem e colocando todos os fatores na balança Luciano acabou optando por engenharia. Assim que se formou começou a trabalhar no ministério da fazenda, depois de dois anos largou o trabalho e montou sua própria empresa de engenharia. “Vivo bem” - diz ele - “ Mas se pudesse voltar atrás teria escolhido medicina” Luciano não se diz profundamente arrependido, sua construtora vai bem, tem um bom padrão de vida, mas conversando com ele é fácil notar o brilho nos olhos quando o assunto é medicina “ Meu pai queria muito que eu fosse médico, mas naquela época tinha outras prioridades, engenharia me parecia a escolha certa”.
As escolhas às vezes nos frustram, mas muitas vezes também podem nos surpreender. Hoje Luciano diz que teria sido melhor se tivesse optado por medicina, mas se ele tivesse realmente escolhido ser médico, será que pensaria assim?
As decisões estão presentes em todos os dias de nossas vidas, desde decisões sem muita importância como: Devo cortar o cabelo ou espero crescer? Vou à praia ou à casa de campo neste feriado? Até decisões que podem mudar radicalmente o rumo das coisas e abalar profundamente o “Status quo”. Devo me mudar para o Canadá ou aceito esse emprego no Brasil? Devo me casar com ela ou devo esperar mais um pouco?
Dois cientistas alemães estudaram durantes anos os mecanismos de decisão do cérebro e lançaram no ano passado um livro que trata os “atalhos mentais” mecanismos inconscientes que permitem ao cérebro fazer escolhas inteligentes mesmo dispondo de pouco tempo e informação para tomar as decisões.
Quem é o primeiro ministro da Inglaterra? Tony Blair ou Arnold Thomas? Provavelmente você respondeu Tony Blair, e acertou. Mesmo não tendo muito interesse na política inglesa você já ouviu esse nome em algum lugar e no seu cérebro esse nome está relacionado com alguma coisa da Inglaterra, esse Arnold Thomas você nunca ouviu falar, seu cérebro por dedução já lhe enviou a resposta.
Os atalhos mentais antecipam a resposta à uma dúvida, mas nem sempre é a melhor escolha, quando você toma uma decisão seu cérebro da uma “vasculhada” nas informações arquivadas na sua memória lhe dando certa noção da probabilidade de sua escolha dar certo ou não e calculará as conseqüências dessa escolha mesmo você nunca tendo vivido uma situação semelhante.
Mas o que devo fazer para tomar a decisão correta? Nem sempre isso é possível, mas há algumas medidas que você pode tomar antes de uma decisão que podem lhe ajudar bastante.
- Meu pai prefere que eu escolha medicina.
- Não sei como é o mercado de trabalho para engenheiros no Brasil.
- Uma faculdade particular terá custos maiores
Analisando bem e colocando todos os fatores na balança Luciano acabou optando por engenharia. Assim que se formou começou a trabalhar no ministério da fazenda, depois de dois anos largou o trabalho e montou sua própria empresa de engenharia. “Vivo bem” - diz ele - “ Mas se pudesse voltar atrás teria escolhido medicina” Luciano não se diz profundamente arrependido, sua construtora vai bem, tem um bom padrão de vida, mas conversando com ele é fácil notar o brilho nos olhos quando o assunto é medicina “ Meu pai queria muito que eu fosse médico, mas naquela época tinha outras prioridades, engenharia me parecia a escolha certa”.
As escolhas às vezes nos frustram, mas muitas vezes também podem nos surpreender. Hoje Luciano diz que teria sido melhor se tivesse optado por medicina, mas se ele tivesse realmente escolhido ser médico, será que pensaria assim?
As decisões estão presentes em todos os dias de nossas vidas, desde decisões sem muita importância como: Devo cortar o cabelo ou espero crescer? Vou à praia ou à casa de campo neste feriado? Até decisões que podem mudar radicalmente o rumo das coisas e abalar profundamente o “Status quo”. Devo me mudar para o Canadá ou aceito esse emprego no Brasil? Devo me casar com ela ou devo esperar mais um pouco?
Dois cientistas alemães estudaram durantes anos os mecanismos de decisão do cérebro e lançaram no ano passado um livro que trata os “atalhos mentais” mecanismos inconscientes que permitem ao cérebro fazer escolhas inteligentes mesmo dispondo de pouco tempo e informação para tomar as decisões.
Quem é o primeiro ministro da Inglaterra? Tony Blair ou Arnold Thomas? Provavelmente você respondeu Tony Blair, e acertou. Mesmo não tendo muito interesse na política inglesa você já ouviu esse nome em algum lugar e no seu cérebro esse nome está relacionado com alguma coisa da Inglaterra, esse Arnold Thomas você nunca ouviu falar, seu cérebro por dedução já lhe enviou a resposta.
Os atalhos mentais antecipam a resposta à uma dúvida, mas nem sempre é a melhor escolha, quando você toma uma decisão seu cérebro da uma “vasculhada” nas informações arquivadas na sua memória lhe dando certa noção da probabilidade de sua escolha dar certo ou não e calculará as conseqüências dessa escolha mesmo você nunca tendo vivido uma situação semelhante.
Mas o que devo fazer para tomar a decisão correta? Nem sempre isso é possível, mas há algumas medidas que você pode tomar antes de uma decisão que podem lhe ajudar bastante.
Namore a Profissão antes de se casar com ela
Namore a Profissão antes de se casar com ela
Por: Calculu'sNão se apresse
Provavelmente você passará mais tempo com a sua profissão do que com qualquer outra atividade, portanto, esta é uma decisão que tem de ser feita com muito cuidado.Namore
Dedique algum tempo às profissões que lhe interessam. Envolva-se por um tempo com uma delas.Faça de conta que você já escolheu. Como se sente? Visite o curso. Freqüente aulas, mesmo sem entender. Visite a biblioteca; converse com quem está fazendo o curso. Leia manuais e revistas especializadas em profissões. Navegue na intemet ex.: www.ufu.br Peça permissão para acompanhar profissionais para sentir como é o dia-a-dia e veja se a profissão lhe aborrece ou não.Não por exclusão
Os estereótipos e as frases feitas em relação às profissões conduzem ao pior tipo de escolha: por exclusão. Se você andou escolhendo algumas profissões dessa forma, volte atrás e pense de novo. Não parta de uma visão preconceituosa.Explore o cinza
Deixe de ver as questões como sendo pretos ou brancos, tudo ou nada, sim ou não, só para tentar simplificar a vida. Experimente as variações do cinza. Tudo se resume no bom senso. Não se deixe levar pelo caminho mais fácil. Pondere sobre você e a profissão desejada.Preocupação com o dinheiro
Quem persegue o dinheiro diretamente, pode não encontrá-lo. Portanto, cuidado com as escolhas feitas a partir dos salários ou remunerações de hoje: eles servem como indicação e não como escolha.Quem trabalha por prazer e não por obrigação tem melhores chances. Se é prudente levar em conta o dinheiro, igualmente prudente, levar em conta a realização pessoal.Que tal ganhar dinheiro fazendo o que gosta?Não confunda interesse com projeto de vida
Todos temos interesse em Psicologia e precisamos saber um pouco de Nutrição. O simples interesse não é suficiente para fazer de você um profissional dedicado e totalmente comprometido. Entenda que entre interesse e projeto de vida há uma enorme diferença em termos de esforço e dedicação. Abandone a visão superficial e romântica e projete a situação verdadeira. Você descobrirá, por exemplo, que arquiteto criativo dá duro horas e horas numa mesa de trabalho.Conte com sua família
Saiba ouvir e se fazer ouvir. Transforme seus pais em aliados na hora de escolher sua profissão.Confie nos seus sentimentos
Diferencie aquilo que você gostaria de ser daquilo que "gostariam" que você fosse. Separe quais são seus sentimentos e quais são os dos outros. Para você decidir deve haver envolvimento real com a profissão. Não se deixe iludir. É como no casamento. Na dúvida não se case precipitadamente. Faça a escolha certa. E meus sinceros votos de sucesso pessoal e profissional.10m dicas para escolher a carreira certa
10 Dicas para escolher a Carreira Certa Vote
Por: Fala Bonito 1- Relacione todas as profissões que existem na sua família.
2- Relacione as profissões que você um dia pensou em escolher. Analise quais foram os interesses que levaram você a escolher cada uma delas.
3- Escreva quais são os fatores que mais pesam na sua escolha profissional: influência da família, mercado de trabalho, questão financeira,etc…
4- Escreva de um lado as atividades que lhe dão prazer e do outro as que você tem que fazer por obrigação.
5- Relacione as características pessoais que você tem que ajudam no seu relacionamento interpessoal como: disposição, bom humor…
6- Escreva as suas habilidades em que você tem facilidade e gosta de executar: inglês, cálculo, computação…
7- Converse com profissionais da área que que você escolheu para converser a rotina de trabalho da profissão.
8- Planeje metas do que você deseja alcançar com a sua profissão.
9- Relacione quais as profissões que você admira.
10- Depois de fazer toda essa lista você terá se conhecido um pouco melhor e poderá refletir numa escolha de carreira com um pouco mais de segurança. Não fique na dúvida, procure conhecer mais cada profissão que lhe desperte e lembre-se que às vezes é melhor não perder tempo com coisas com as quais você não tem aptidão.
2- Relacione as profissões que você um dia pensou em escolher. Analise quais foram os interesses que levaram você a escolher cada uma delas.
3- Escreva quais são os fatores que mais pesam na sua escolha profissional: influência da família, mercado de trabalho, questão financeira,etc…
4- Escreva de um lado as atividades que lhe dão prazer e do outro as que você tem que fazer por obrigação.
5- Relacione as características pessoais que você tem que ajudam no seu relacionamento interpessoal como: disposição, bom humor…
7- Converse com profissionais da área que que você escolheu para converser a rotina de trabalho da profissão.
8- Planeje metas do que você deseja alcançar com a sua profissão.
9- Relacione quais as profissões que você admira.
10- Depois de fazer toda essa lista você terá se conhecido um pouco melhor e poderá refletir numa escolha de carreira com um pouco mais de segurança. Não fique na dúvida, procure conhecer mais cada profissão que lhe desperte e lembre-se que às vezes é melhor não perder tempo com coisas com as quais você não tem aptidão.
Especialistas apotam quais são as profissões do Futuro
Especialistas apotam quais são as profissões do Futuro
Por: Luís Celso Jr., Gazeta do Povo Online Quais são as profissões que estão mais valorizadas pelo mercado de trabalho hoje? E daqui a três, quatro anos, quando chegar ao fim a graduação, elas ainda serão as mais procuradas pelos empregadores? E quais as áreas em que os profissionais enfrentarão dificuldades para encontrar emprego?Essas com certeza são algumas das muitas perguntas que passam pela cabeça dos vestibulandos na hora de escolher um curso superior. Especialistas consultados pela Gazeta do Povo Online afirmam que é difícil prever o futuro, mas é possível indicar tendências.
Mesmo assim, não há consenso. Dos consultores de carreira e profissionais de empresas de recursos humanos que foram consultados, alguns apontam profissões pontuais, outros fazem levantamentos estatísticos e revelam caminhos.
Também há os que não acreditam ser possível esse tipo de previsão, em razão das constantes mudanças do mercado, e os que apostam que o que realmente importa não é a área, e sim uma boa qualificação. No entanto, todos dizem que, seja qual for o futuro, é necessário estar bem preparado para ele.
Thainá Noda Vendrami, 17 anos, é uma dessas estudantes que ainda está em dúvida sobre para qual curso fazer o vestibular, mas conta que a valorização da profissão conta bastante.
“Por mais que muitas pessoas digam que não influencia, o quanto vou ganhar é, sim, uma preocupação”, diz. Fazendo cursinho preparatório no Dom Bosco, em Curitiba, conta que está atualmente entre os cursos de Publicidade e Propaganda, Relações Públicas e Desenho Indústrial.
Mas no ano passado, quando terminou o Ensino Médio, queria Medicina Veterinária. “Estou ponderando bastante sobre o mercado e trabalho. Mas quero algo compatível com minhas vocações”, diz.
Consultoria profissional
Para a analista e consultora profissional Lígia Guerra, as profissões relacionadas ao meio ambiente e aos recursos naturais já estão sendo valorizadas hoje, e são boa aposta para o futuro. “Profissões como Agronomia, Engenharia Ambiental, Engenharia de Petróleo e Gás Engenharia Hídrica devem ter um mercado aberto por mais 10 ou 15 anos”, diz.
Além disso, com a crescente necessidade de comunicação internacional, os profissionais de letras também devem ser valorizados. “É a globalização. As pessoas precisam se comunicar, e as línguas mais exóticas, como o próprio mandarim [chinês] estarão muito em alta”, conta.
O lazer também já está ganhando terreno no mercado de trabalho na opinião da consultora. Cinema e Vídeo, além das profissões que se envolvem com a área editorial, devem crescer ainda mais. “Nunca se deu tanto valor ao lazer como hoje.
As pessoas têm cada vez menos tempo livre e querem aproveitá-lo fazendo o que gostam”, diz Lígia. A consultora também aponta as profissões que envolvem tecnologia, como telecomunicações e Ciência da Computação.
Em baixa, estariam áreas que hoje já possuem um excesso de profissionais. “Psicologia, Jornalismo, Odontologia e Marketing, por exemplo, são áreas que estão com muitos profissionais no mercado. Não quer dizer que não haja vagas, mas os profissionais serão cada vez mais exigidos para ocupar esses postos de trabalho”, diz.
Levantamento e tendências
Baseado em um levantamento feito nas 14 regionais, a gerente da setorial do Grupo Foco no Paraná, Maria Cristina Hilario, aponta que no país estão em alta as engenharias, em todas as modalidades. “Isso se deve principalmente pelo crescimento econômico, a expansão de mercados internacionais, como o da China, e outros fatores.
Acreditamos que teremos uma boa demanda destes profissionais pelos próximos anos. Além disto, há uma carência nesta área em função de que nos últimos anos estes profissionais foram muito direcionados para mercado financeiro e administrativo, por possuírem forte bagagem em organização, cálculos e projeções”, explica.
As profissões de Tecnologia da Informação (TI) também foram um ponto em comum em todas as regionais. “Há uma grande necessidade de agilidade nos processos e controles da informação. Além disso, há crescimento de demanda na área de serviços, que implicam em formação técnica com habilidades de relacionamento com os clientes”, diz.
Além disso, há uma demanda crescente na área de Inteligência de Mercado. “É uma área que não implica necessariamente em uma formação específica. Pode ter formação em Administração, Engenharia, Marketing, entre outros.
Ela vem sendo solicitada em função de estabelecer e firmar as marcas das empresas tanto em mercados nacionais quanto internacionais”, explica. Não foram apontadas as profissões que estariam em baixa no mercado de trabalho.
Imprevisível
Segundo Sergio Cesarino, diretor executivo do Grupo Catho em Curitiba, o futuro do mercado de trabalho é imprevisível, pois há constantes mudanças, cada vez mais rápidas, que impedem um prognóstico para daqui a cinco ou 10 anos.
“Isso é um exercício de futurologia com grandes chances de dar errado. Como exemplo posso dizer que há 10 anos ninguém conseguiu prever que a demanda por profissionais da área de Tecnologia da Informação seria tão grande neste momento.
Como o Brasil hoje está se tornando um grande exportador de serviços de TI, ao lado da Índia e China, profissionais experientes nessa área e com total domínio do inglês estão em falta no mercado”, diz.
Portanto, para Cesarino, hoje, estão em alta profissões como Engenheiros, Geólogos e Arquitetos, em razão do momento pelo qual está passando o país.
“O Brasil passa por um momento de crescimento econômico e as necessidades de expansão da capacidade produtiva e de infra-estrutura se fazem presentes”, diz. “Também nota-se demanda em alta das profissões que lidam com a saúde e alimentação da população, além de especialistas em meio ambiente e ecologia”, completa.
Ainda de acordo com Cesarino, outra área muito requisitada sempre é de Propaganda, Marketing e Vendas, na qual se pode incluir também Comércio Exterior. “Quanto maior é a demanda por produtos e serviços, mais as empresas precisam de profissionais que saibam atingir o público-alvo e aumentar sua lucratividade”.
Ele também aponta que Administração, Economia, Direito Empresarial e Internacional são profissões “aquecidas”. “Isso se deve ao aumento do número de empresas na Bolsa de Valores e a necessidade das organizações competirem em um mercado globalizado”, explica.
Relativização
Já Marcos Schlemm, consultor sênior da Acta – Educação, RH e Carreira, alerta que mesmo analisar o presente é difícil num país como o Brasil.
“Aqui temos algumas ilhas de desenvolvimento no setor empresarial, como a automotiva e aeronáutica, mas em outras áreas estamos muito aquém do que seria ideal”, diz. “Isso se reflete na demanda de profissionais que, numa economia como a nossa, deveria ser muito maior”, completa.
Para ele, as áreas de novas tecnologias são realmente promissoras. No entanto, não há como não notar um grande nível se subempregos entre engenheiros. “Mais importante do que apontar áreas, talvez seja dizer que as pessoas devem seguir suas vocações.
Esse negócio de tendência de mercado é uma coisa perigosa. Se o profissional se fiar somente nisso, corre o risco de não ser feliz em sua profissão”, diz. “O mais importante é fazer bem feito. Os profissionais bem qualificados são os que conseguem espaço na sua atividade”, completa.
Ela vem sendo solicitada em função de estabelecer e firmar as marcas das empresas tanto em mercados nacionais quanto internacionais”, explica. Não foram apontadas as profissões que estariam em baixa no mercado de trabalho.
Como se preparar
Todos os especialistas consultados concordam que é muito importante estar bem preparado para o futuro, seja qual for. E para isso, é necessário nunca parar de se qualificar. “A única certeza que tenho é que em qualquer profissão que escolherem não poderão nunca mais parar de estudar.
Os profissionais precisarão estar cada vez mais bem preparados, uma vez que estarão competindo em um mercado globalizado e de mudanças cada vez mais velozes”, diz Sergio Cesarino, diretor executivo do Grupo Catho em Curitiba.
Ainda de acordo com Cesarino, serão criados cada vez mais cursos e profissões novas e, ao mesmo tempo, cada profissional deverá saber cada vez mais sobre outras áreas. “A tendência é de sinergia e fusão de várias áreas do conhecimento humano como ciência, tecnologia, sociologia, filosofia e arte”, explica.
“O que está em baixa hoje é o profissional pouco preparado, com conhecimento específico, sem domínio de línguas estrangeiras e que queiram trabalhar apenas em grandes centros. Nenhuma profissão por si só está em baixa”, completa.
As dicas de Cesarino para os estudantes são simples. A primeira é sobre outros idiomas: “Para todas as profissões, em quase 100% dos casos, só os profissionais que falem pelo menos uma língua estrangeira é que terão chances de sucesso”, diz.
A segunda, é sobre a formação: “Recomendo que os estudantes iniciem sua preparação de nível superior pelo curso que acharem mais adequado às suas habilidades e interesses. [...] O mais importante não será a graduação, mas a certeza que não poderão parar de estudar e se aperfeiçoar nunca”, completa.
Marcos Schlemm, consultor sênior da Acta – Educação, RH e Carreira, também atenta para o fato de que a graduação é apenas um ponto de partida. “O mercado olha muito para as competências. Por exemplo, o profissional deve ser flexível, ter capacidade de adaptação e conhecer outras línguas”, explica.
“O bom profissional hoje é muito distante do bom profissional do passado. Hoje é necessário comunicar, ser pró-ativo, e ter uma vida pessoal em equilíbrio. O fato de não praticar esportes, por exemplo, pode influenciar no desempenho do profissional”, afirma a analista e consultora profissional Lígia Guerra.
“Outro fator a se levar em conta, é que hoje se pensa em um papel social do trabalho. É aquilo que dá sentido para nossa atividade, um significado. É o amor por isso que nos faz ir além do que aprendemos na faculdade por vontade própria”, completa.
Os profissionais precisarão estar cada vez mais bem preparados, uma vez que estarão competindo em um mercado globalizado e de mudanças cada vez mais velozes”, diz Sergio Cesarino, diretor executivo do Grupo Catho em Curitiba.
Ainda de acordo com Cesarino, serão criados cada vez mais cursos e profissões novas e, ao mesmo tempo, cada profissional deverá saber cada vez mais sobre outras áreas. “A tendência é de sinergia e fusão de várias áreas do conhecimento humano como ciência, tecnologia, sociologia, filosofia e arte”, explica.
“O que está em baixa hoje é o profissional pouco preparado, com conhecimento específico, sem domínio de línguas estrangeiras e que queiram trabalhar apenas em grandes centros. Nenhuma profissão por si só está em baixa”, completa.
As dicas de Cesarino para os estudantes são simples. A primeira é sobre outros idiomas: “Para todas as profissões, em quase 100% dos casos, só os profissionais que falem pelo menos uma língua estrangeira é que terão chances de sucesso”, diz.
A segunda, é sobre a formação: “Recomendo que os estudantes iniciem sua preparação de nível superior pelo curso que acharem mais adequado às suas habilidades e interesses. [...] O mais importante não será a graduação, mas a certeza que não poderão parar de estudar e se aperfeiçoar nunca”, completa.
Marcos Schlemm, consultor sênior da Acta – Educação, RH e Carreira, também atenta para o fato de que a graduação é apenas um ponto de partida. “O mercado olha muito para as competências. Por exemplo, o profissional deve ser flexível, ter capacidade de adaptação e conhecer outras línguas”, explica.
“O bom profissional hoje é muito distante do bom profissional do passado. Hoje é necessário comunicar, ser pró-ativo, e ter uma vida pessoal em equilíbrio. O fato de não praticar esportes, por exemplo, pode influenciar no desempenho do profissional”, afirma a analista e consultora profissional Lígia Guerra.
“Outro fator a se levar em conta, é que hoje se pensa em um papel social do trabalho. É aquilo que dá sentido para nossa atividade, um significado. É o amor por isso que nos faz ir além do que aprendemos na faculdade por vontade própria”, completa.
Mercado global
Outro fato atentado pelos especialistas é que o profissional hoje não é mais local, e sim global. Além de conhecer outros idiomas é necessário ter disponibilidade. “Não é possível mais ficar limitado ao seu bairro. A concentração de profissionais em certos centros gera muito desemprego. Em muitos casos, o deslocamento para outra região pode ajudar a garantir o trabalho”, diz Marcos Schlemm, consultor sênior da Acta – Educação, RH e Carreira. “O brasileiro é um dos povos menos móveis do mundo. Daqui para frente será cada vez mais difícil ficar fixo num local”, completaSendo assim, conhecer o mercado de trabalho em outras regiões pode ser um ótimo começo. Abaixo, segue parte do levantamento elaborado pelo Grupo Foco sobre as profissões que estão em alta no país, por região.
REGIÃO PARANÁ – (sede em Curitiba): • Áreas em alta: Controladoria, Logística, Suprimentos, Engenharia, Comerciais e Atendimento ao Público, Inteligência de Mercado/Marketing e Tecnologia da Informação; • Cursos em alta: Ciências Contábeis, Engenharias em geral, Informática, Administração, Marketing; • Obs.: Vagas na área de Tecnologia da Informação , busca crescente de profissionais recém formados para serem desenvolvidos.
REGIÃO NORTE - (sede em Belém): • Área de Engenharia Mecânica, Civil, Elétrica e Mecatrônica; • Sistema de Tecnologia (com formação técnica, Eletromecânico, por exemplo) e instrumentalização; • Saúde, pois as cidades estão crescendo e precisam desta estrutura.
REGIÃO –CENTRO OESTE (sede em Brasília): • Engenharia Civil, de Produção e Eletrônica; • Tecnologia voltada para Informática; • Obs.: Regiões com grandes desigualdades de demanda. Enquanto no Centro – Oeste há uma forte planta industrial, a região Norte é pouco explorada.
REGIÃO INTERIOR DE SÃO PAULO – (sede em Campinas): • Engenharia (Mecânica, Elétrica e Mecatrônica); • Outras áreas muito requisitadas: área administrativa, financeira, recursos humanos e formações técnicas.
REGIÃO SÃO PAULO – (sede capital): • Engenharia; Construção Civil (parte de hidráulica), Mecânica, e outras.
REGIÃO RIO DE JANEIRO – (sede capital): • Engenharia voltada para mineração (sedes da Votorantim e Vale, entre outras); • Áreas de logística, compras, ferrovias.
REGIÃO ESPÍRITO SANTO – (sede Vitória): • Áreas técnicas e Engenharia (investimento das empresas Petrobrás e Vale) • Construção Civil em tendência de aumento
REGIÃO SUL – (sede Porto Alegre): • Tecnologia da Informação (Ciências da Computação, Analista de Sistema, entre outros); • Engenharia Civil, Elétrica, Mecânica, entre outras; • Setores da Indústria, Serviços e Construção Civil.
REGIÃO NORDESTE – (sede em Salvador): • Construção Civil, Engenharia Elétrica, Mecânica e Química; • Administração; • Setor Industrial.
Jovens & álcool mistura perigosa
Jovens & álcool mistura perigosa
Pesquisas revelam que o número de adolescentes que bebem demais cresce em ritmo assustador
Por CARINA RABELO E NATÁLIA RANGEL Em qualquer idade, o alcoolismo é uma tragédia. Na maioria dos casos, ele destrói o indivíduo, desequilibra a família e traz um custo imenso para a sociedade. Quando atinge pessoas jovens, no entanto, ganha cores ainda mais dramáticas – dá para imaginar, então, quando o álcool se associa à adolescência. Esse é um cenário que está se tornando comum no Brasil, como atesta pesquisa da Secretaria Nacional Anti-Drogas em parceria com a Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Os adolescentes participam de forma cada vez mais expressiva da estatística do alcoolismo no País e já correspondem a 10% da parcela de brasileiros que bebem muito, somando um total de 3,5 milhões de jovens. Esse número é resultado da tendência de aumento de consumo nessa faixa etária já verificado por estudos anteriores. Em levantamento feito no ano passado pelo Centro Brasileiro de Informação sobre Drogas, em cinco anos a ingestão de bebidas alcoólicas aumentou 30% entre jovens de 12 a 17 anos e 25% entre jovens de 18 a 24 anos.
A pesquisa da Secretaria Anti-Drogas e Unifesp é a mais ampla já realizada sobre o consumo de álcool no Brasil. Foram 2,6 mil entrevistas com pessoas de 14 anos ou mais, em 129 municípios. Além de apresentar a parcela de jovens que abusam do álcool, o estudo mostra que, pela primeira vez, as meninas estão bebendo quase tanto quanto os meninos: 7% dos homens de até 25 anos bebem uma ou mais vezes por semana, consumindo, nessas ocasiões, cinco ou mais doses. Entre as mulheres dessa faixa etária, 5% manifestam o mesmo padrão de consumo. Acima dos 25 anos, a proporção é bem diferente: 27% dos homens contra 14% das mulheres. Se as adolescentes continuarem bebendo no ritmo detectado pelos especialistas, é provável que a participação feminina no drama do alcoolismo seja ainda maior no futuro. Dados atuais já são suficientes para disparar um alarme. Segundo estudo da Secretaria de Saúde de São Paulo, nos últimos três anos aumentou em 78% o número de mulheres que procuram tratamento nos centros de saúde. Há outros levantamentos que reforçam o alerta: os jovens estão iniciando cedo a rotina de abuso de álcool. A idade média em que meninos e meninas de 14 a 17 anos começaram a beber foi 14,6 anos. A mesma pergunta foi feita para jovens de 18 a 25 anos. Eles começaram bem mais tarde: 17,3 anos.
O quadro estampado pelos números pode ser visto facilmente nas ruas. Basta passar em bares próximos de escolas e faculdades para encontrar grupos de jovens com copos nas mãos. Em São Paulo, por exemplo, é no boteco Boimbar que os estudantes da Faap, uma das mais caras do País, se encontram para beber. O consumo médio é de duas garrafas de cerveja por estudante. Os mais abastados são fãs do uísque misturado com energético. Como retratou a pesquisa, as meninas muitas vezes superam os garotos. É o que ocorre com as amigas Júnia Karan, 19 anos, Stella de Abreu, 18, L. J., 17, e Fernanda Barroso, 18. Elas saem juntas quatro vezes por semana para “tomar todas” nos botecos. “Meus pais ficam assustados com a freqüência com que a gente bebe e criticam muito”, comenta Stella, estudante de cinema.
Muito se especula sobre as razões que estão levando os jovens a beber tanto. Há alguns motivos conhecidos. Entre a turma, a bebida é uma ferramenta de socialização. “Você já ouviu dizer que alguém fez amigo tomando leite?”, brinca o estudante Guilherme Sarue, 19 anos, que costuma sair para beber com o amigo Tomy Holsberg. Outro fator é o financeiro. “As baladas são muito caras. A gente gasta menos nos bares e consegue conversar com os amigos”, explica a estudante Fernanda Barroso. Também se sabe que muitos dos jovens têm dificuldades de relacionamento em casa ou na escola.
Um dos grandes problemas é perceber quando se está passando do limite. Afinal, porres são comuns na juventude. Mas é possível ter alguns indícios de que a situação está fugindo ao controle. Entre eles, estão bebedeiras diárias ou nos finais de semana, desinteresse em festas que não tenham álcool, agressividade, isolamento, escolha de amigos que só saem para beber. “Eles não conseguem mais se divertir sem a bebida”, explica a psiquiatra infantil Jackeline Giusti, de São Paulo.
É importante saber distinguir o consumo normal do preocupante para que o adolescente de hoje não se torne um dependente de álcool. Há 19 milhões de brasileiros nessas condições. Na vida dessas pessoas, a bebida transformou-se num motor de destruição. A empresária paulista Denise (nome fictício), por exemplo, cruzou a fronteira entre a farra e a dependência 16 anos atrás e só se recuperou depois de muita luta. “Com 14 anos, bebia escondido todos os dias”, conta. Ela ficou com a vida tão transtornada que abandonou o curso de filosofia e perdeu o rumo profissional. Aos 26 anos, abriu um bar. Em um mês, tomava vodca no gargalo todos os dias, esquecia de cobrar a conta dos clientes e desmaiava no banheiro. “Estava no fundo do poço e vi que o meu negócio ia fechar se eu não me tratasse”, diz. Denise procurou os Alcoólicos Anônimos e contou com a ajuda do namorado, Carlos. “No começo, achava que seria impossível parar”, lembra. Mas desde o ano passado ela só bebe água, suco ou café.
Os prejuízos não se limitam à vida pessoal do indivíduo. Uma das mais terríveis conseqüências do alcoolismo são os acidentes de trânsito. Anualmente, 35 mil pessoas morrem nas estradas brasileiras devido ao uso abusivo de álcool. Aproxima-se do total de homicídios – 48 mil por ano, segundo a Organização dos Estados Ibero-Americanos.
Muitas vezes a sorte falta justamente a quem nunca passou perto de bebida. Foi o caso da paulista Andréa de Oliveira, 24 anos. Há quatro anos, ela foi vítima da imprudência de um motorista alcoolizado. A tragédia ocorreu numa data que tinha tudo para ser especial: o seu primeiro dia de trabalho no primeiro emprego de sua vida. Recémformada em enfermagem, ela também se preparava para uma apresentação de dança, que ocorreria no dia seguinte ao acidente. “Tudo estava dando tão certo na minha vida que parecia até mentira”, lembra. Foi quando um motorista de 23 anos, bêbado, atropelou os seus sonhos. Ela atravessava uma avenida quando foi atingida por um microônibus a mais de 100 quilômetros por hora que ultrapassara o sinal vermelho.
Andréa quebrou sete costelas, o quadril e a clavícula. O pulmão também foi atingido. Ficou internada um mês e precisou de um aparelho para respirar durante quatro meses. Sua carreira foi interrompida por dois anos. Até hoje faz sessões semanais de fisioterapia e só se locomove com o auxílio de um andador. Sua mão direita ficou paralisada. “O que mais sinto falta é da dança. Era a minha vida”, conta a jovem, que sonha em recuperar os movimentos. O motorista nunca foi localizado pela polícia.
Outra vítima indireta é o arquiteto Gabriel Padilla, pai de Ana Clara Padilla. A moça morreu em 2006, aos 17 anos, em um acidente de carro. Todos os ocupantes do veículo em que ela se encontrava também morreram. Eles estavam alcoolizados. Ela, não. Gabriel acaba de lançar o livro O relato de um amor. Na obra, fala da filha e alerta os jovens para o risco de acidentes como o que tirou a vida de Ana Clara. “A mistura de álcool em excesso, imprudência, inexperiência na direção e cansaço de uma noite sem dormir é mortal”, diz.
Algumas iniciativas estão sendo tomadas para diminuir a ocorrência de tragédias como essas. Recentemente, o governo lançou uma campanha sobre os riscos e prejuízos do alcoolismo e, no mês que vem, pretende dar início ao processo de restrição de propagandas de bebidas alcoólicas, previsto em uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “O assunto está incluído no PAC da saúde”, diz José Gomes Temporão, ministro da Saúde. Segundo a proposta, a publicidade das bebidas fica proibida das 8h às 21h em rádios e tevês. Nos outros horários, nos veículos impressos e na internet, a propaganda terá de ser acompanhada por alertas que associem o consumo a acidentes de trânsito com vítimas, má-formação fetal, abuso sexual e episódios de violência, num total de 13 frases que substituirão o tradicional “beba com moderação”. A resolução também quer vetar a comercialização do produto em estradas e postos de gasolina. “Pretendemos proibir a indústria de bebidas alcoólicas de patrocinar eventos esportivos e festivais de música, como ocorreu com o cigarro”, diz Pedro Godinho Delgado, do Ministério da Saúde.
Na esfera do comportamento, os especialistas recomendam maior rigor. “Adolescente não tem de beber. Festa de 16 anos não pode servir cerveja. A sociedade precisa ter uma participação mais crítica”, afirma Ilana Pinksy, professora da Unifesp. O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, também da Unifesp, defende ações preventivas mais contundentes. “É fundamental priorizar a prevenção para que aqueles que não bebem não adotem o hábito”, diz. O neurologista José Mauro de Lima, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, vai além. Propõe uma redução no limite de concentração de álcool no sangue em motoristas. “A atual taxa, de 0,6 grama por litro de sangue, é elevada”, garante.
Na área de tratamento, a novidade é a comprovação da eficácia de três estratégias: a psicoterapia para prevenção de recaídas, a entrevista motivacional (sessões nas quais se dá muito espaço para a fala do paciente) e os 12 passos dos Alcoólicos Anônimos (que prega a abstinência total). Os bons resultados dessas opções foram aferidos em um estudo recente realizado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo dos Estados Unidos. Os pesquisadores verificaram que os pacientes que participaram das terapias apresentaram nos seis meses seguintes redução no uso do álcool ou até mesmo abstinência. Quanto aos remédios, eles podem funcionar como auxiliares, mas no máximo por um ano.
A pesquisa da Secretaria Anti-Drogas e Unifesp é a mais ampla já realizada sobre o consumo de álcool no Brasil. Foram 2,6 mil entrevistas com pessoas de 14 anos ou mais, em 129 municípios. Além de apresentar a parcela de jovens que abusam do álcool, o estudo mostra que, pela primeira vez, as meninas estão bebendo quase tanto quanto os meninos: 7% dos homens de até 25 anos bebem uma ou mais vezes por semana, consumindo, nessas ocasiões, cinco ou mais doses. Entre as mulheres dessa faixa etária, 5% manifestam o mesmo padrão de consumo. Acima dos 25 anos, a proporção é bem diferente: 27% dos homens contra 14% das mulheres. Se as adolescentes continuarem bebendo no ritmo detectado pelos especialistas, é provável que a participação feminina no drama do alcoolismo seja ainda maior no futuro. Dados atuais já são suficientes para disparar um alarme. Segundo estudo da Secretaria de Saúde de São Paulo, nos últimos três anos aumentou em 78% o número de mulheres que procuram tratamento nos centros de saúde. Há outros levantamentos que reforçam o alerta: os jovens estão iniciando cedo a rotina de abuso de álcool. A idade média em que meninos e meninas de 14 a 17 anos começaram a beber foi 14,6 anos. A mesma pergunta foi feita para jovens de 18 a 25 anos. Eles começaram bem mais tarde: 17,3 anos.
O quadro estampado pelos números pode ser visto facilmente nas ruas. Basta passar em bares próximos de escolas e faculdades para encontrar grupos de jovens com copos nas mãos. Em São Paulo, por exemplo, é no boteco Boimbar que os estudantes da Faap, uma das mais caras do País, se encontram para beber. O consumo médio é de duas garrafas de cerveja por estudante. Os mais abastados são fãs do uísque misturado com energético. Como retratou a pesquisa, as meninas muitas vezes superam os garotos. É o que ocorre com as amigas Júnia Karan, 19 anos, Stella de Abreu, 18, L. J., 17, e Fernanda Barroso, 18. Elas saem juntas quatro vezes por semana para “tomar todas” nos botecos. “Meus pais ficam assustados com a freqüência com que a gente bebe e criticam muito”, comenta Stella, estudante de cinema.
Muito se especula sobre as razões que estão levando os jovens a beber tanto. Há alguns motivos conhecidos. Entre a turma, a bebida é uma ferramenta de socialização. “Você já ouviu dizer que alguém fez amigo tomando leite?”, brinca o estudante Guilherme Sarue, 19 anos, que costuma sair para beber com o amigo Tomy Holsberg. Outro fator é o financeiro. “As baladas são muito caras. A gente gasta menos nos bares e consegue conversar com os amigos”, explica a estudante Fernanda Barroso. Também se sabe que muitos dos jovens têm dificuldades de relacionamento em casa ou na escola.
Um dos grandes problemas é perceber quando se está passando do limite. Afinal, porres são comuns na juventude. Mas é possível ter alguns indícios de que a situação está fugindo ao controle. Entre eles, estão bebedeiras diárias ou nos finais de semana, desinteresse em festas que não tenham álcool, agressividade, isolamento, escolha de amigos que só saem para beber. “Eles não conseguem mais se divertir sem a bebida”, explica a psiquiatra infantil Jackeline Giusti, de São Paulo.
É importante saber distinguir o consumo normal do preocupante para que o adolescente de hoje não se torne um dependente de álcool. Há 19 milhões de brasileiros nessas condições. Na vida dessas pessoas, a bebida transformou-se num motor de destruição. A empresária paulista Denise (nome fictício), por exemplo, cruzou a fronteira entre a farra e a dependência 16 anos atrás e só se recuperou depois de muita luta. “Com 14 anos, bebia escondido todos os dias”, conta. Ela ficou com a vida tão transtornada que abandonou o curso de filosofia e perdeu o rumo profissional. Aos 26 anos, abriu um bar. Em um mês, tomava vodca no gargalo todos os dias, esquecia de cobrar a conta dos clientes e desmaiava no banheiro. “Estava no fundo do poço e vi que o meu negócio ia fechar se eu não me tratasse”, diz. Denise procurou os Alcoólicos Anônimos e contou com a ajuda do namorado, Carlos. “No começo, achava que seria impossível parar”, lembra. Mas desde o ano passado ela só bebe água, suco ou café.
Os prejuízos não se limitam à vida pessoal do indivíduo. Uma das mais terríveis conseqüências do alcoolismo são os acidentes de trânsito. Anualmente, 35 mil pessoas morrem nas estradas brasileiras devido ao uso abusivo de álcool. Aproxima-se do total de homicídios – 48 mil por ano, segundo a Organização dos Estados Ibero-Americanos.
Muitas vezes a sorte falta justamente a quem nunca passou perto de bebida. Foi o caso da paulista Andréa de Oliveira, 24 anos. Há quatro anos, ela foi vítima da imprudência de um motorista alcoolizado. A tragédia ocorreu numa data que tinha tudo para ser especial: o seu primeiro dia de trabalho no primeiro emprego de sua vida. Recémformada em enfermagem, ela também se preparava para uma apresentação de dança, que ocorreria no dia seguinte ao acidente. “Tudo estava dando tão certo na minha vida que parecia até mentira”, lembra. Foi quando um motorista de 23 anos, bêbado, atropelou os seus sonhos. Ela atravessava uma avenida quando foi atingida por um microônibus a mais de 100 quilômetros por hora que ultrapassara o sinal vermelho.
Andréa quebrou sete costelas, o quadril e a clavícula. O pulmão também foi atingido. Ficou internada um mês e precisou de um aparelho para respirar durante quatro meses. Sua carreira foi interrompida por dois anos. Até hoje faz sessões semanais de fisioterapia e só se locomove com o auxílio de um andador. Sua mão direita ficou paralisada. “O que mais sinto falta é da dança. Era a minha vida”, conta a jovem, que sonha em recuperar os movimentos. O motorista nunca foi localizado pela polícia.
Outra vítima indireta é o arquiteto Gabriel Padilla, pai de Ana Clara Padilla. A moça morreu em 2006, aos 17 anos, em um acidente de carro. Todos os ocupantes do veículo em que ela se encontrava também morreram. Eles estavam alcoolizados. Ela, não. Gabriel acaba de lançar o livro O relato de um amor. Na obra, fala da filha e alerta os jovens para o risco de acidentes como o que tirou a vida de Ana Clara. “A mistura de álcool em excesso, imprudência, inexperiência na direção e cansaço de uma noite sem dormir é mortal”, diz.
Algumas iniciativas estão sendo tomadas para diminuir a ocorrência de tragédias como essas. Recentemente, o governo lançou uma campanha sobre os riscos e prejuízos do alcoolismo e, no mês que vem, pretende dar início ao processo de restrição de propagandas de bebidas alcoólicas, previsto em uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. “O assunto está incluído no PAC da saúde”, diz José Gomes Temporão, ministro da Saúde. Segundo a proposta, a publicidade das bebidas fica proibida das 8h às 21h em rádios e tevês. Nos outros horários, nos veículos impressos e na internet, a propaganda terá de ser acompanhada por alertas que associem o consumo a acidentes de trânsito com vítimas, má-formação fetal, abuso sexual e episódios de violência, num total de 13 frases que substituirão o tradicional “beba com moderação”. A resolução também quer vetar a comercialização do produto em estradas e postos de gasolina. “Pretendemos proibir a indústria de bebidas alcoólicas de patrocinar eventos esportivos e festivais de música, como ocorreu com o cigarro”, diz Pedro Godinho Delgado, do Ministério da Saúde.
Na esfera do comportamento, os especialistas recomendam maior rigor. “Adolescente não tem de beber. Festa de 16 anos não pode servir cerveja. A sociedade precisa ter uma participação mais crítica”, afirma Ilana Pinksy, professora da Unifesp. O psiquiatra Ronaldo Laranjeira, também da Unifesp, defende ações preventivas mais contundentes. “É fundamental priorizar a prevenção para que aqueles que não bebem não adotem o hábito”, diz. O neurologista José Mauro de Lima, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, vai além. Propõe uma redução no limite de concentração de álcool no sangue em motoristas. “A atual taxa, de 0,6 grama por litro de sangue, é elevada”, garante.
Na área de tratamento, a novidade é a comprovação da eficácia de três estratégias: a psicoterapia para prevenção de recaídas, a entrevista motivacional (sessões nas quais se dá muito espaço para a fala do paciente) e os 12 passos dos Alcoólicos Anônimos (que prega a abstinência total). Os bons resultados dessas opções foram aferidos em um estudo recente realizado pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo dos Estados Unidos. Os pesquisadores verificaram que os pacientes que participaram das terapias apresentaram nos seis meses seguintes redução no uso do álcool ou até mesmo abstinência. Quanto aos remédios, eles podem funcionar como auxiliares, mas no máximo por um ano.
- Comportamento
- | Edição: 1978
- | 26.Set.07 - 10:00
- | Atualizado em 14.Mar.11 - 17:32
sábado, 12 de março de 2011
Química é vida
Quando uma folha de árvore é exposta à luz do sol e é iniciado o processo da fotossíntese, o que está ocorrendo é química. Quando o nosso cérebro processa milhões de informações para comandar nossos movimentos, nossas emoções ou nossas ações, o que está ocorrendo é química.
A química está presente em todos os seres vivos. O corpo humano, por exemplo, é uma grande usina química. Reações químicas ocorrem a cada segundo para que o ser humano possa continuar vivo. Quando não há mais química, não há mais vida.
Há muitos séculos, o homem começou a estudar os fenômenos químicos. Os alquimistas podiam estar buscando a transmutação de metais. Outros buscavam o elixir da longa vida. Mas o fato é que, ao misturarem extratos de plantas e substâncias retiradas de animais, nossos primeiros químicos também já estavam procurando encontrar poções que curassem doenças ou pelo menos aliviassem as dores dos pobres mortais. Com seus experimentos, eles davam início a uma ciência que amplia constantemente os horizontes do homem. Com o tempo, foram sendo descobertos novos produtos, novas aplicações, novas substâncias. O homem foi aprendendo a sintetizar elementos presentes na natureza, a desenvolver novas moléculas, a modificar a composição de materiais. A química foi se tornando mais e mais importante até ter uma presença tão grande em nosso dia-a-dia, que nós nem nos damos mais conta do que é ou não é química.
O que sabemos, no entanto, é que, sem a química, a civilização não teria atingido o atual estágio científico e tecnológico que permite ao homem sondar as fronteiras do universo, deslocar-se à velocidade do som, produzir alimentos em pleno deserto, tornar potável a água do mar, desenvolver medicamentos para doenças antes consideradas incuráveis e multiplicar bens e produtos cujo acesso era restrito a poucos privilegiados. Tudo isso porque QUÍMICA É VIDA.
QUÍMICA: CIÊNCIA SEMPRE PRESENTE.
A QUÍMICA DA ÁGUA PURA.
A QUÍMICA QUE ALIMENTA.
A QUÍMICA DA SAÚDE
A QUÍMICA DO DIA-A-DIA
A QUÍMICA DOS NOVOS MATERIAIS
A QUÍMICA DESENHA O FUTURO
A QUÍMICA RESPONSÁVEL
fonte: http://www.abiquim.org.br/estudante/vida_frame.html
Curiosidades de Química
Curiosidades de Química Você pode por um bife em uma vasilha com Coca-Cola e ele desaparecerá em dois dias.
• Para remover manchas em pára-choques cromados de carros antigos, esfregue a peça com um pedaço de papel alumínio amassado embebido em Coca-Cola.
• A Coca-Cola é um ótimo desentupidor de pia, pois dissolve a gordura nos canos.
• Os óculos ficarão brilhando se você limpar com vinagre. Uma gota em cada lente é o suficiente.
• O ferro de passar roupa desliza mais facilmente sobre as roupas se você usar pasta de dente no fundo do ferro.
• Para evitar cheiro na geladeira coloque uma caixa de bicarbonato de sódio aberta. Ele absorve completamente todos os odores dos alimentos guardados.
• Para remover manchas em pára-choques cromados de carros antigos, esfregue a peça com um pedaço de papel alumínio amassado embebido em Coca-Cola.
• A Coca-Cola é um ótimo desentupidor de pia, pois dissolve a gordura nos canos.
• Os óculos ficarão brilhando se você limpar com vinagre. Uma gota em cada lente é o suficiente.
• O ferro de passar roupa desliza mais facilmente sobre as roupas se você usar pasta de dente no fundo do ferro.
• Para evitar cheiro na geladeira coloque uma caixa de bicarbonato de sódio aberta. Ele absorve completamente todos os odores dos alimentos guardados.
A MULHER SEGUNDO A QUÍMICA
SÍMBOLO - Mu
PESO ATÔMICO - 54 kG/MOL
(Aproximadamente)
OCORRÊNCIA -
Onde quer que se encontre homens.
OBTENÇÃO -
Foi obtida inicialmente de uma costela, segundo a conhecida síntese de Adão.
PROPRIEDADES FÍSICAS -
Sólida, de formas mais ou menos atraentes, suave ao tato,cor variável, cheiro suigenires, insolúvel na água e sabor muito agradável.
PROPRIEDADES QUÍMICAS -
Ferve à baixa temperatura, congela a qualquer momento, derrete quando adequadamente tratada, tem grande afinidade pelo ouro, prata, platina e outros materiais nobres, bem como pedras preciosas em geral.
Quando pura combina-se, quando impura mistura-se. Elemento polivalente pode reagir exotermicamente com etanol 50% ou fermentados 5% bem como destilados provenientes de fermentação alcóolica. Auto reação extremamente explosiva, sendo perigoso o manuseio por pessoas inexperientes.
USO E APLICAÇÕES -
Altamente ornamental, útil como tônico para elevar espíritos deprimidos, excelente igualador de distribuição de riquezas, agente dos diferentes eficazes na redução de rendas, inibidor na acumulação de fortunas, campo em que muitas vezes tem ação redutora.
SÍMBOLO - Mu
PESO ATÔMICO - 54 kG/MOL
(Aproximadamente)
OCORRÊNCIA -
Onde quer que se encontre homens.
OBTENÇÃO -
Foi obtida inicialmente de uma costela, segundo a conhecida síntese de Adão.
PROPRIEDADES FÍSICAS -
Sólida, de formas mais ou menos atraentes, suave ao tato,cor variável, cheiro suigenires, insolúvel na água e sabor muito agradável.
PROPRIEDADES QUÍMICAS -
Ferve à baixa temperatura, congela a qualquer momento, derrete quando adequadamente tratada, tem grande afinidade pelo ouro, prata, platina e outros materiais nobres, bem como pedras preciosas em geral.
Quando pura combina-se, quando impura mistura-se. Elemento polivalente pode reagir exotermicamente com etanol 50% ou fermentados 5% bem como destilados provenientes de fermentação alcóolica. Auto reação extremamente explosiva, sendo perigoso o manuseio por pessoas inexperientes.
USO E APLICAÇÕES -
Altamente ornamental, útil como tônico para elevar espíritos deprimidos, excelente igualador de distribuição de riquezas, agente dos diferentes eficazes na redução de rendas, inibidor na acumulação de fortunas, campo em que muitas vezes tem ação redutora.
O NARCÓTICO DA PAIXÃO
O NARCÓTICO DA PAIXÃO

O AMOR É QUÍMICA!
Todos os sintomas de uma pessoa apaixonada são causados por um fluxo de substâncias químicas fabricadas no corpo da pessoa.
Entre essas substâncias estão a feniletilamina, a epinefrina (adrenalina), a norepinefrina (noradrenalina), a dopamina, a oxitocina, a serotonina e as endorfinas.
Você certamente não se apaixonaria se não tivesse todos estes compostos químicos.
A ação de algumas delas é muito semelhante à ação dos narcóticos, o que explica de certa forma a oscilação entre sentimentos contraditórios como euforia e depressão, característica comum a drogados e apaixonados.

FONTE: http://safam110.blogspot.com/2008_03_01_archive.html
FÓRMULAS QUÍMICAS
FÓRMULAS QUÍMICAS
A tabela periódica, sempre será o grande alfabeto dos químicos.
A união entre os diferentes elementos na tabela formam "palavras".
A união entre os diferentes elementos na tabela formam "palavras".
Estas em linguagem química chamamos de moléculas ou compostos, e que são representadas por fórmulas químicas.
As fórmulas químicas são representações gráficas resultantes da união entre átomos, íons e elementos.
Você já deve ter visto uma fórmula química numa bula de remédio.
As fórmulas químicas são representações gráficas resultantes da união entre átomos, íons e elementos.
Você já deve ter visto uma fórmula química numa bula de remédio.
Por que a fórmula do remédio parece um monte de tracinhos ligados, parecendo um desenho?
Quer entender esta linguagem? Então vamos ver os tipos de fórmulas químicas a baixo.
1- Fórmula molecular:Indica o número de átomos (atomicidade) de cada elemento participante em uma molécula.
2- Fórmula eletrônica ou representação de Lewis:Representação do elemento químico ou íon, por seu símbolo com os elétros da última camada.
3- Fórmula estrutural:É a representação dos elementos químicos e o tipo de ligação que os une para formar uma molécula. As ligações químicas são mostradas segundo algumas convenções:
iônica: através de seus íons
covalente simples: um traço (-)
covalente dupla: dois traços (=)
covalente tripla: tres traços
covalente coordenada ou dativa: uma seta (->) ou dois traços (=)
4- Fórmula de cunhas:A molécula é representada simbólicamente em perpectiva. Observe a quina de uma parede no chão. Repare como apresenta tres direções diferentes. Isto é o que chamamos de perspectiva em tres dimensões ou 3-D.
1- Fórmula molecular:Indica o número de átomos (atomicidade) de cada elemento participante em uma molécula.
2- Fórmula eletrônica ou representação de Lewis:Representação do elemento químico ou íon, por seu símbolo com os elétros da última camada.
3- Fórmula estrutural:É a representação dos elementos químicos e o tipo de ligação que os une para formar uma molécula. As ligações químicas são mostradas segundo algumas convenções:
iônica: através de seus íons
covalente simples: um traço (-)
covalente dupla: dois traços (=)
covalente tripla: tres traços
covalente coordenada ou dativa: uma seta (->) ou dois traços (=)
4- Fórmula de cunhas:A molécula é representada simbólicamente em perpectiva. Observe a quina de uma parede no chão. Repare como apresenta tres direções diferentes. Isto é o que chamamos de perspectiva em tres dimensões ou 3-D.
Como você faria para desenhar as fórmulas na folha de papel?
São adotadas as seguintes convenções:
traço: está no mesmo plano da folha do seu caderno
cunha cheia: está para frente da folha
cunha tracejada: está atrás da folha
5- Fórmula estrutural agulha:A molécula é representada em traços bem fininhos omitindo os elementos
6- Fórmula estrutural bastonetes:Parecida com a fórmula estrutural de agulhas, só que os traços são mais grossos.
7- Fórmula estrutural de pau e bola:Nesta fórmula os elementos são representados por bolas e as ligações por paus ou traços.
8- Fórmula estrutural por bolas:A molécula é toda representada por grandes bolas unidas.
Ainda não ficou claro?
Então vamos aos exemplos.
traço: está no mesmo plano da folha do seu caderno
cunha cheia: está para frente da folha
cunha tracejada: está atrás da folha
5- Fórmula estrutural agulha:A molécula é representada em traços bem fininhos omitindo os elementos
6- Fórmula estrutural bastonetes:Parecida com a fórmula estrutural de agulhas, só que os traços são mais grossos.
7- Fórmula estrutural de pau e bola:Nesta fórmula os elementos são representados por bolas e as ligações por paus ou traços.
8- Fórmula estrutural por bolas:A molécula é toda representada por grandes bolas unidas.
Ainda não ficou claro?
Então vamos aos exemplos.






Nanotecnologia: o futuro da química
Nanotecnologia: o futuro da químicaGenilson Pereira Santana 15/08/08 | ||
O que é a nanotecnologia? Nanotecnologia é um campo das ciências aplicadas dedicado à construção de estruturas e novos materiais à escala atómica e molecular. É altamente multidisciplinar, estando associada a várias áreas como a medicina, biologia, química, física, electrónica, robótica e informática. Numa visão simplista, pode ser vista como uma extensão das ciências, principalmente química, existentes à escala nano. | ||
O químico do futuro | ||
| REFERÊNCIAS | ||
| temos-pena.blogs.sapo.pt | ||
| http://www.mahoningjvs.k12.oh.us | ||
| http://www.nstc.in | ||
| http://www.socialroi.com | ||
| http://www.treehugger.com | ||
| http://www.sciencedaily.com | ||
QUANDO UM QUÍMICO SE APAIXONA
QUANDO UM QUÍMICO SE APAIXONA
Ouro Preto, zinco de bário de 2002.
Querida Valência Dois Mais:
Sinto que estrôncio perdidamente apaixonado por ti. Sabismuto bem que a amo. Ao deitar-me, ainda com o abajur acésio, quando descálcio meus sapatos, mercúrio no silício da noite, reflito e vejo que me sinto sódio. Então, desesperadamente, chouro. Nosso namoro era cério, nunca causou nenhum escândio, tudo estava índio maravilhosamente bem como num sonho cor de ródio. Para mim estar com você era como viver num paládio encantado, em meio a um lindo jardim osmótico, sob uma lua de prata. Lembro-me de que tudo começou nurârio passado, com um arsênio de mão, perto da ponte de Hidrogênio. Você estava em um carro de cor grafite metálico, com rodas de magnésio. No rádio tocava uma música da KássiaCl.Houve uma forte atração entre nós dois e a ligação foi inevitável. Inclusive depois, quando lhe telefonei e você respondeu carinhosamente: “Próton, com quem tenho o praseodímio de falar? ”Eu soube que a Inês disse que te embromo com esse namoro e que estou saindo com uma mina, amiga do Hélio.Mas crômio ela é mentirosa! Manganês deixar de onda e não acredita niquela diz, pois sabes que nunca agi de modo estanho contigo. Caso um dia apronte alguma, procurais um Avogadro e me metais na cadeia. Lembra-te, porém, que não me sais do pensamento. Sem ti, Valência, minha vida é um inferro. Eu brometo que nunca haverá gálio entre nós, ou então irídio emboro. Eu até já disse quimicasaria com você. De antimônio posso assegurar-te que não sou nenhum érbio e que trabário muito para levar uma vida estável.Oxigênio cruel tu tens, Valência! Não permetais que eu cometa algo de errádio. Por que és tão radical? Por que reages desse jeito? Por que me fazes sofrer tanto, se sabes que és tu a luz que alumínio meu caminho?
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